Teorias e Técnicas Radiestésicas

O texto abaixo é parte integrante do livro RADIESTESIA HOJE, de autoria de Neuci Gonçalvez. Contatos com o autor podem ser feitos por e-mail: neucigoncalvez@oi.com.br

 

TEORIAS E TÉCNICAS RADIESTÉSICAS

 

 

 

 

Muitas teorias foram elaboradas para explicar os movimentos dos pêndulos e das varetas de prospecção. No passado muitos acreditavam que o fenômeno radiestésico ocorria sob a ação de forças sobrenaturais e, muitas vezes, a Igreja considerou a radiestesia uma heresia, pois o pêndulo e a vareta “eram movidos pelo demônio”. Em 1939, com uso da câmara fotográfica lenta, se demonstrou que o radiestesista cria inconscientemente o movimento pendular através de uma ação neuromuscular.

Na década de 60 os russos passaram a pesquisar cientificamente a radiestesia e a dominaram Método dos Efeitos Biofísicos ou simplesmente E B F. Inicialmente os cientistas russos utilizaram o E B F em pesquisas hidrominerais, mas hoje já pesquisam seu emprego na medicina, na criminalística e em outras áreas. Finalmente a radiestesia foi desmistificada!

Na França, também na década de 60, o físico Yves Rocard aplicou o método científico para estudar a radiestesia. Este brilhante radiestesista, professor da Faculdade de Ciências de Paris, é ex-diretor do laboratório de física da Escola Normal Superior. Rocard descobriu que o corpo humano possui sensores magnéticos que podem detectar variações de campos magnéticos da ordem de 5 gamma, o que equivale a 10.000 vezes menos que o potencial do campo terrestre (50.000 gamma = 0,5 Gauss). Em 1983 Rocard publicou o resultado de suas pesquisas no livro “Lê Pendule Explorateur”.

Agora sabe-se que a radiestesia funciona do seguinte modo: os sensores magnéticos registram as variações do geocampo e enviam um sinal ao cérebro e este, por uma ação reflexa neoromuscular, promove uma micro-concentração das miofibrilas dos dedos, movimentando o pêndulo. Esta explicação não serve, entretanto para a telerradiestesia, pois o objeto a pesquisar e as alterações do campo magnético que ele possa determinar estão longe do alcance dos sensores do radiestesista.

Existem duas grandes tendências na prática radiestésica: a física e a mentalista. A tendência física se baseia em raios, ondas e “cores” emitidos pelos objetos e seres orientados em função dos pontos cardeais e do campo geomagnético. As técnicas físicas são quase sempre baseadas nos trabalhos dos abades Bouly e Mermet. Os radiestesistas da outra tendência criticam os radiestesistas físicos porque muitas vezes o “comprimento da onda”, a “cor” e o raio fundamental que caracterizam um objeto diferem segundo o operador. A esta tendência pertencem Louis Turenne, René Lacroix a L’Henry, Chantereine, Dr. Jules Régnault, Dr. Heimme e Dr. Albert Leprince.

A tendência mentalista considera que a convenção mental que precede a pesquisa é que atua no inconsciente do operador, causando as reações responsáveis pelo movimento do pêndulo ou da vareta. A esta tendência pertencem Maurice Le Gall, Antoine Luzy, Henry de France e Michel Moine.

Os operadores que se utilizam da chamada “radiestesia de ondas de forma” aliam as duas tendências, sendo chamados de radiestesistas fisicomentalistas. Os mais conhecidos destas tendências intermediárias são Enel. A. Bovis. André Simeneton, Léon Chaumery, André de Bélizal, P. A .Morel, Roger de Lafforest, Jean Pagot e Jacques Ravatin.

Um método clássico de radiestesia física é o do abade Mermet sua hipótese fundamental é que todos os corpos emitem ondas e radiações cujo campo de atuação (campo radiestésico) produz no corpo humano determinadas reações nervosas que geram uma espécie de corrente e que se desloca pelas mãos. O fluxo invisível desta corrente é que movimenta a vareta e o pêndulo. No seu trabalho Mermet considerava vários elementos, a saber:

a) Raio fundamental (RF): é emitido por todo corpo e sua direção forma um ângulo invariável com a direção norte-sul. Seu ângulo com a horizontal é constante e seu comprimento é proporcional à massa do corpo.

b) Raio mental ou capital (RM ou RC): é o raio que vai do objeto ao cérebro do operador. É através deste raio que o radiestesista detecta a presença do objeto procurado e determina sua natureza, direção, distância e profundidade.

c) Raio luminoso ou solar (RL ou RS): Bouly o chamava de raio solar. Este raio é emitido por todas as fontes luminosas e atinge todos os corpos ao seu alcance.

d) Raio testemunho (RT): todo corpo emite um raio para um outro corpo da mesma natureza. Dois objetos iguais estão sempre unidos pelo raio testemunho e, por isso, os testemunhos são tão usados na radiestesia.

Também é chamado de raio de união.

e) Raio vertical (RV): é o raio emitido na vertical do corpo. As anomalias geomagnéticas anulam sua emissão.

f) Séries e rotações: cada corpo produz no pêndulo um certo número de oscilações seguidas do mesmo número de rotações. Cada corpo ou elemento possui seu número de série: prata – 6, água – 7, aço – 4, vidro – 9, etc. Quando dois corpos têm o mesmo número de série eles podem ser distinguidos pelo seu raio fundamental.

g) Superfícies e linha magnéticas: cada corpo é envolvido em toda sua superfície por um número de camadas magnéticas igual ao seu número de série. Quando observamos estas camadas em um corte horizontal iremos detectar as linhas correspondentes a cada camada.

Por isso encontramos sete linhas paralelas às margens de um rio, pois sete é o número de série da água e as sete camadas envolvem a água do rio por cima, por baixo e nas suas laterais. Se o corpo é pequeno estas linhas assumem a forma de círculos concêntricos.

h) Imagens radiestésicas: são radiações reflexas que circundam o corpo de modo anômalo. São intensas nos dias tempestuosos ou com sol forte e diminutas à noite e em dias nublados. As imagens radiestésicas sempre induzem a erros e são intensidades decrescentes, ao passo que a radiação própria do corpo tem intensidade constante.

Estas imagens são destruídas pelas pontas: um simples lápis mantido na vertical com a mão livre ou uma agulha fincada numa rolha sobre a mesa de trabalho.

Os raios mental, fundamental e testemunho foram descobertos por Mermet, que os utilizava em várias de suas técnicas de prospecção radiestésica. Eis uma dessas técnicas para a prospecção de água:

  • Com o braço livre na horizontal, tendo a mão fechada e o indicador esticado à guisa de antena gira-se lentamente até que o pêndulo dê a série da água (7 rotações). Esta é a direção do local onde se encontra a água. Após marcar o ponto onde o operador se encontra e mudar alguns metros do local, o radiestesista repete a operação obtendo um segundo ponto. A interseção das linhas que partem dos dois pontos determina o local onde a água se localiza.

Este método é o ideal para locais de dimensões não muito grandes. Para os principiantes recomenda-se usar um testemunho da água (um pequeno flaconete) na mão que está servindo de antena.

Existem dois fenômenos que podem ocorrer e dificultar o trabalho radiestésico: a remanência e o “fading”. A remanência é devido a impregnação das radiações próprias de um corpo no local em que este corpo permaneceu durante algum tempo. O período de duração da remanência varia de acordo com a natureza do corpo e com o tempo em que esteve presente no local; este tempo poderá durar de horas a milênios.

A remanência pode atingir objetos, paredes, árvores e o próprio radiestesista e seu pêndulo. A remanência mais forte é a dos metais, depois a das matérias orgânicas e das rochas. A matéria trabalhada produz uma maior remanência em relação à matéria bruta, isto é, as radiações daquela são mais fortes que as desta.

Os diversos métodos para eliminar a remanência não são totalmente eficazes. Para se saber se uma determinada radiação é real ou remanente usa-se a técnica de René Lacroix à L’Henry. Coloca-se uma folha de papel em branco entre o pêndulo e a fonte radiante: se o pêndulo ficar imóvel a radiação é remanente, se girar a radiação provém de algo presente no local.

O fading (desvanecimento em inglês) é o fenômeno que ocorre em radiotécnica provocando a variação na intensidade das rádioondas recebidas. Na radiestesia existe fading quando as radiações desvanecem e o pêndulo entra em inércia. O fading ocorre em função de alterações geomagnéticas, perturbações radioelétricas, alterações atmosféricas, influências cósmicas e planetárias, correntes telúricas, sismos, etc.

A causa do fading também pode estar no radiestesista (falha na recepção das radiações) a ser devida as doenças, alterações psicológicas ou fadiga. Quando este fenômeno ocorre o radiestesista deve suspender o seu trabalho e só recomeçá-lo horas depois ou em outro dia. O radiestesista detecta não só as radiações emitidas pelos corpos, mas, também, a polaridade que eles possuem. Por isso é importante se conhecer a polaridade que eles possuem. Por isso é importante se conhecer a polaridade do próprio radiestesista e se usar um pêndulo despolarizado. Nos homens a palma da mão esquerda e o dorso da direita provocam oscilação do pêndulo. Na palma da mão direita e no dorso da esquerda o pêndulo apresenta movimento giratório. Em ambos os casos a polaridade masculina é positiva. Na mulher, que possui polaridade negativa, os movimentos pendulares são opostos em relação ao homem, isto é, no local em que ocorre giro no homem, na mulher ocorre oscilação e vice-versa. Deve-se alertar que a polaridade referida aqui é diferente da polaridade física onde homens e mulheres têm a mão direita positiva e a esquerda negativa (o inverso dos canhotos) A polaridade considerada na radiestesia é a do corpo etérico e é de natureza biomagnética. Ela varia com o sexo, mas é igual em destros e canhotos. A polaridade física é de natureza bioelétrica.

Os dois tipos de polaridade podem se apresentar invertidos, juntos ou isoladamente, em determinados indivíduos. Na maioria destes casos a inversão não é definitiva para a detecção da polaridade o método mais fácil é o de Jean de La Foye, que utiliza pêndulos especiais.

Os pêndulos de polaridade de Jean de La Foye são dois cilindros com ranhuras ou linhas pintadas em espiral helicoidal que fazem 30 graus com o eixo transversal. Como estes pêndulos são polarizados pela espiral helicoidal, o material do qual são feitos deve antes ser despolarizado. A despolarização é obtida fazendo-se duas ranhuras paralelas e eqüidistantes do furo central.

Jean-Gaston Bardet, criador da radiestesia cabalística, usando pêndulos com letras hebraicas constatou que na mão direita o polegar é positivo e o indicador negativo (na mão esquerda estas polaridades são opostas). Quando se segura o fio com o polegar e o indicador as polaridades se anulam e a recepção radiestésica é melhor, pois a polaridade predominante da mão não será transmitida ao pêndulo.

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