O texto abaixo é parte integrante do livro RADIESTESIA HOJE, de autoria de Neuci Gonçalves. Contatos com o autor podem ser feitos através do e-mail: neucigoncalves@oi.com.br
A história das chamadas “ondas de forma” começa sem dúvida com Enel e por isso é justo que rendamos aqui nossa homenagem a este grande radiestesista, esoterista e pesquisador. Enel, pseudônimo do Comandante Skariantine, nasceu em 6/5/1883 em São Petersbourg (Rússia) e faleceu em 16/11/63 em Montreux (Suíça). Em 1908, em sua primeira viagem ao Egito, Enel descobriu uma forte radiação no interior da pirâmide de Quéops. Entretanto somente depois de cerca de 25 anos depois, graças ao Pêndulo Universal de Chaumery-Bélizal, é que Enel pôde estudar esta radiação.
Enel descobriu que havia correspondência entre as emissões das cores e os diversos elementos da natureza e dos órgãos humanos. Enel chamou essas emissões de “cores” apenas para poder classificá-las na ordem do espectro solar. Logo percebeu que as radiações eram devidas muito mais à forma dos objetos do que a sua substância ou cor. A essas emissões Enel deu o nome de “ondas de forma”. Após seu retorno do Egito, em 1928, propôs a seguinte classificação para as ondas de forma:
Preto (P) | “Cores” positivas ou ácidas
Infravermelho (IV)
Vermelho (V)
Laranja (L)
Amarelo (A)
Azul (Az) | “Cores” negativas ou básicas
Índigo (I)
Violeta (Vi)
Ultravioleta (UV)
Branco (B)
Nota-se que nesta classificação Enel usou elementos invisíveis do espectro eletromagnético (IV) e (UV), os elementos Preto e Branco e não mencionou o Verde. O Verde não foi incluído porque Enel percebeu que ele era simultaneamente positivo e negativo.
No início dos anos 30 Chaumery e Bélizal prosseguem o estudo das ondas de forma, estudando-as em relação a uma esfera. Em 1934 descobrem o raio Verde Negativo ao qual deram este nome porque o seu P.U. (Pêndulo Universal) regulado no Verde do espectro gira no sentido anti-horário sobre esta estranha emissão. Fixando uma esfera de madeira em um suporte, Chaumery e Bèlizal, usando pêndulos coloridos, pesquisaram com um apontador de cobre, quais os pontos da esfera que faziam o pêndulo girar. O pólo superior é positivo e o pólo inferior é negativo. De um a outro pólo a vibração-cor descreve uma espiral e cruza o equador da esfera num dos pontos extremos da linha Leste-Oeste. Examinando o equador da esfera encontraram 12 vibrações rigorosamente eqüidistantes, é o chamado “espectro de ondas de forma”.
Estas 12 vibrações estão também distribuídas em dois círculos perpendiculares (meridianos) que se cortam num ângulo de 90 graus. Através de alguns testes perceberam que as vibrações dos dois meridianos tinham características diferentes as quais se relacionaram à eletricidade e ao magnetismo. Por isso chamaram um meridiano de elétrico e o outro de magnético. No equador, na interseção com os meridianos, há uma perfeita superposição de cores (a do equador e a do meridiano) e por isso o chamaram de eletromagnético. Este é também chamado de “equador de Chaumery-Bélizal”.
Baseando-se no estudo da esfera Chaumery e Bélizal criaram o Pêndulo Universal, o qual possibilita detectar as doze ondas de forma nas fases elétrica e magnética. Deve-se frisar que Enel afirmava que as ondas de forma não eram de natureza eletromagnética.
Foi constatado por Chaumery e Bélizal que a faixa compreendida entre o IV e o UV tem caráter radioativo e que existem diversas emissões entre o Preto e o Branco. Esta últimas emissões constituem a faixa do Verde Negativo. Pesquisando com o P.U. a faixa do V-, Enel encontrou uma emissão entre este e o Preto, exatamente a 6 graus e 15 minutos do eixo Leste-Oeste. A esta emissão Enel chamou de raio Pi e, como constatou que ela é produtora de câncer, achou que ela poderia também (pelo princípio homeopático da semelhança), curar esta doença. Na realidade somente o raio Pi emitido em fase elétrica é cancerígeno e na fase magnética, como constatou Enel, pode curar o câncer. Com o uso de emissores cilíndricos com linhas helicoidais Enel conseguia emitir isoladamente cada onda de forma e curou inúmeros casos de câncer com o raio Pi e o V-, ambos em fase magnética. Tanto Enel quanto a dupla Chaumery-Bélizal descobriram que as emissões em fase elétrica eram prejudiciais aos seres vivos e a fase magnética era altamente benéfica a todos os processos vitais. Para o êxito da terapia com ondas de forma é necessário que o emissor emita somente em fase magnética e possa ser regulado para emitir uma onda e não um feixe de ondas.
Após o estudo da esfera Chaumery e Bélizal passaram a estudar as emissões de semiesfera em relação à decomposição espectral. Como na esfera, também existem três planos radioativos (um equador e dois meridianos) com a diferença que na semiesfera o plano equador passa no seu centro de gravidade e não no circulo de base.
Na vertical a semiesfera emite V+ para cima e V para baixo e na horizontal ela emite V+ ao Norte e V- ao Sul. Como na fase plana o Preto e o Branco estão mais afastados do V- do que na fase convexa, o V- é mais puro naquela fase. Por esse motivo usa-se a fase plana para baixo ou para o sul quando se faz uso terapêutico da semiesfera (normalmente se usa a pilha na horizontal) Quando duas ou mais semiesferas são unidas (fase convexa com fase plana) aumenta-se a potência da emissão do V- e do V+ do lado oposto – para cima ou para Norte). A esse conjunto de semiesferas Chaumery e Bélizal chamaram de “pilha radiestésica”. Quando a pilha está na vertical é chamada de pilha cósmica e quando na horizontal é chamada de pilha magnética. Em ambos os casos ela emite o espectro indiferenciado, isto é, as fases elétrica e magnética ao mesmo tempo. A potência de emissão aumenta com o número de semiesferas e a intensidade aumenta com o seu diâmetro. A pilha de quatro elementos possui a potência normal da célula humana ou animal em perfeito estado de saúde. É por isso que se usa a pilha de quatro elementos para terapia. Enel usava pilhas de quatro elementos com diâmetro de 10 cm. O tempo de aplicação e o intervalo exatos podem ser pesquisados radiestesicamente. Bélizal recomendava determinar a taxa de radioatividade celular:
a) 0 a 30% normal
b) 30 a 65% doenças benignas
c) acima de 65% doenças graves
A radioatividade natural inerente ao câncer se situa entre 75 e 100%. Deve-se abaixar a taxa até 65% antes de qualquer tratamento (Bélizal), o que se consegue com a emissão de V+ durante duas horas ou mais. O espectro do Verde Negativo, isto é, a faixa entre o Preto e o Branco, foi dividido em doze emissões por Chaumery-Bélizal. Estes pesquisadores dividiam o equador da esfera em grados e denominaram as emissões com letras gregas. Vejamos quais são estas emissões, sua correspondência em graus e o que detectam:
a) Entre o Verde Negativo e o Preto:
1- Alfa (92 graus e 15 minutos) | falhas no subsolo com emanações magnéticas
2- Beta (94 graus e 30 minutos) | correntes de água telúricas com emanações magnéticas |
3- Theta (96 graus e 45 minutos) | | campos elétricos do solo devido as eletroinfiltrações |
4- Csi (99 graus) | | de água em areias ou rochas. |
5- Ni (101 graus e 15 minutos) | | Também raios Gamma nocivos dos televisores |
6- Zêta (103 graus e 30 minutos) | radioatividade
b) Entre o Verde Negativo e o Branco
7- Ômega (87 graus e 47 minutos) |
8- Ro (85 graus e 30 minutos) | eletricidade atmosférica
9- Psi (83 graus e 15 minutos) | correntes de alta tensão
10- Lâmbda (81 graus) |
11- Khi (78 graus e 45 minutos) | radiofreqüências
12- Epsilon (76 graus e 30 minutos) |
Obs: No equador de Chaumery-Bélizal existem 12 emissões (as sete do espectro solar mais IV, Preto, V-, Branco e UV) e aqui a correspondência em graus se refere à fase elétrica de um equador com 24 emissões (12 magnéticas e 12 elétricas). Os distúrbios provocados pela fase elétrica do espectro no Verde Negativo podem ser tratados com a mesma emissão em fase magnética. Ei-las:
Alfa – 272 graus e 15 minutos Ômega – 267 graus e 45 minutos
Beta – 274 graus e 30 minutos Rô – 265 graus e 30 minutos
Theta – 276 graus e 45 minutos Psi – 263 graus e 15 minutos
Csi – 279 graus Lâmbda – 261 graus
Nu – 281 graus e 15 minutos Khi – 258 graus e 45 minutos
Zêta – 283 graus e 30 minutos Epsilon – 256 graus e 30 minutos
A pirâmide de Quéops foi também estudada por Enel, Chaumery e Bélizal. Os dois últimos constataram que o topo emite Verde Positivo (ou verde do espectro solar) e que sua base emite os 12 elementos do equador da esfera. Eis as emissões na base de uma réplica da pirâmide de Quéops, quando alinhada no eixo N-S.
A um terço da base da pirâmide, bem no eixo vertical, existe um poderoso V- que tem uma forte ação desidratante. Alguns anos antes dos trabalhos e publicações de Enel, Chaumery e Bélizal, o radiestesista A. Bovis tinha encontrado animais mortos dentro da Grande Pirâmide e que não apresentava nenhum sinal de putrefação. De volta a Paris construiu réplicas da pirâmide e, após alinha-las no eixo N-S, constatou que podia produzir a desidratação de alimentos e pequenos animais, impedindo sua putrefação. Foi exatamente na década de 20, após a divulgação das observações de Bovis, que começou o interesse mundial pelos até então estranhos fenômenos produzidos pela forma piramidal.
A câmara do rei não recebe o poderoso V- da pirâmide porque não está em seu eixo vertical; recebe porém o misterioso raio Pi descoberto por Enel e o V- (de menor potência) produzido pela pilha de quatro lages de granito existente acima de sarcófago aí colocado.
Além do P.U., Chaumery e Bélizal criaram o “pêndulo de cone virtual” que, por sua alta sensibilidade, muito ajudou em suas pesquisas. Este pêndulo possui um disco que desliza num eixo graduado com as 12 emissões do espectro e que forma em sua borda e a ponta inferior do eixo um cone virtual que sintoniza a emissão. O fio deste pêndulo é regulado com três nós: o primeiro (mais próximo do eixo de madeira) sintoniza a onda astral de uma pessoa e é usado em biometria; o do meio sintoniza as diversas ondas de forma e o terceiro (o mais afastado) sintoniza somente as ondas emitidas pelas cores visíveis.
O estudo das ondas de forma sofreu um grande impulso com as pesquisas e descobertas de Jean de La Foye, engenheiro e radiestesista. Este grande inovador da radiestesia foi aluno de André de Bélizal e colaborador de Jean-Gaston Bardet, o criador da radiestesia Cabalística.
La Foye denomina o espectro de Chaumery-Bélizal de espectro indiferenciado porque não separa as emissões em duas fases. O espectro diferenciado é então aquele com 24 emissões (12 magnéticas e 12 elétricas). Constatou La Foye que o tronco de uma nogueira saudável, e em um ambiente também saudável (em equilíbrio energético), emite na sua borda o espectro indiferenciado (12 emissões) exatamente como o equador da esfera. A leste do eixo central N-S as emissões tem polaridade positiva e a oeste negativa. Como a árvore estava em equilíbrio com os ritmos vibratórios do ambiente não era possível detectar o espectro diferenciado. Com um artifício, a ponta de uma folha qualquer entre o polegar e o indicador da mão livre, La Foye pôde detectar com um P.U. as 24 emissões do espectro diferenciado em torno do tronco. Este espectro é detectado num circulo virtual cujo raio é o dobro do raio do tronco da árvore. Além deste circulo virtual só se detectam as polaridades numa distancia que La Foye supunha, sem ter avaliado na prática, ser função do raio do tronco. Ao circulo virtual, sede das vibrações potencialmente detectáveis, chamou de Aura e à seção correspondente do tronco da árvore chamou de Corpo Polarizado.
O corpo polarizado material (junto da sua aura), em equilíbrio com o ambiente, parece ser o divisor entre as polaridades positiva e negativa. La Foye concluiu com suas observações que uma forma geométrica qualquer pode romper o equilíbrio de um ambiente, fazendo aparecer uma onda de forma detectável sem artifício. Segundo La Foye a forma geométrica parece selecionar e canalizar uma ou mais emissões de uma aura potencial disponível em todos os pontos do espaço; ao mesmo tempo aparece a polaridade positiva a leste e negativa a oeste, manifestando um possível fluxo tributário da rotação terrestre.
Ao testar um novo emissor de ondas de forma, fazendo a emissão atravessar um prisma de madeira, La Foye fez uma sensacional descoberta: existem níveis de ondas de forma. Com um P.U. regulado na mesma onda emitida sobre o prisma, encontrou duas emissões em sua saída: uma desviada em relação ao eixo de emissão e outra que seguia seu curso retilíneo sem nenhum desvio. Solicitado a prestar uma colaboração no campo radiestésico a Bardet teve seu primeiro contato com a língua hebraica. Com as palavras hebraicas fornecidas por Bardet pôde então comprovar que existem três níveis de emissão de ondas de forma. As palavras usadas, sobre pêndulos cilíndricos despolarizados, foram as seguintes:
1- H hA R Ts (Haaretz) – A Terra – para emissões em nível “Físico”
2- L N Ph Sh cH Y H (La Nefesh Raiah) – O Sopro de Vida – para emissões em nível “Vital”
3- R W cH (Ruah) – O Espírito – para emissões em nível “Espiritual”
A emissão em físico sofre desvio ao atravessar um prisma de qualquer natureza, o que não acontece com os outros dois níveis. A emissão em vital não atravessa um testemunho de planta ou animal vivos. A emissão em espiritual não atravessa um testemunho de um ser humano vivo ou morto.
As formas que emitem nos três níveis de La Foye são por ele chamadas de mágicas e são despolarizadas. Deve-se evitar o uso de emissões em nível espiritual, pois eles saturam os aparelhos tornando-os impróprios para o uso e provocando erros nas detecções. As formas inacabadas, como é o caso da semiesfera, emitem em espiritual. Para se eliminar o espiritual de uma pilha radiestésica basta gravar dois diâmetros perpendiculares na face chata da última semiesfera; isto aumenta a precisão da emissão e evita saturações por energias intrusas de qualquer natureza.
La Foye conclui que os três níveis de emissão de ondas de forma ocorriam em três campos diferentes: o físico, o vital e o espiritual. Aqui La Foye usou a noção científica de campo: porção do espaço onde ocorrem fenômenos. O campo espiritual não foi pesquisado pela complexidade de seus fenômenos. Depois de inúmeras pesquisas concluiu que a estrutura do Campo Vital é gerada por uma lei exponencial de base 2. A multiplicação celular (mitose), com a divisão em dois de cada célula-mãe, demonstra cabalmente o caráter exponencial (de base 2) do Campo Vital. Segundo La Foye o Campo Vital banha o Campo Físico e este não poderia existir sem aquele. Por isso pesquisou a expressão geométrica desses dois campos a partir dos dois círculos representativos do Corpo Polarizado (espectro indiferenciado) e da Aura (espectro diferenciado). Inscreveu círculos sucessivos de diâmetros duplos em relação aos seus precedentes imediatos, isto é, com diâmetros em progressão geométrica de base 2. Nas interseções desses círculos pôde então inscrever e circunscrever sucessivos hexágonos e nessa estrutura verificou a possibilidade de inscrever pentágonos e decágonos. A relação do hexágono, do pentágono e do decágono com o reino mineral e com os seres vivos é facilmente percebida nos cristais de quartzo, nas flores, nas mãos, etc.
O Tetragama hebreu YHWH (Jeová) é formado por letras representativas dos números que definem o pentágono, o hexágono e o decágono: Yod (Y) = 10, He (H) = 5 e WaW (W) = 6.
Usando essas três letras La Foye descobriu que o Yod emite Verde Positivo Magnético (180 graus), o He emite Preto Elétrico (105 graus) e o Waw emite a 320 graus (entre o Laranja e Vermelho magnéticos). Prolongando no plano estes eixos e acrescentando o eixo radical do UV Elétrico (que La Foye verificou ser o orientador do campo) descobriu o que chamou de Eixos Diretores do Campo de Forma. Transpondo estes eixos para um disco de madeira, acrescentando o eixo dos Verdes Negativos (90-270 graus) e furando o centro do disco (intersecção dos eixos) La Foye criou o seu útil e famoso Disco Equatorial. Os eixos perpendiculares entre si, os dos Verdes Positivos e Negativos, anulam as emissões no nível espiritual e, por isso, o eixo 90-270 graus foi acrescentado ao disco.
O disco equatorial de Jean de La Foye funciona como uma agulha de cobre dobrada em “L” e encaixada no furo central. Vejamos algumas de suas características:
a) O eixo vertical que passa pelo furo central é negativo
b) O eixo horizontal N-S (0-180 graus) é positivo
c) A ponta da agulha de cobre é positiva
d) O ponto diametralmente oposto à ponta da agulha é negativo.
e) As ondas de forma são emitidas sempre ao Sul (180 graus)
f) Os semicírculos delimitados pelo eixo Norte-Sul são: positivo a leste e negativo a oeste.
g) O ângulo de 320 graus, entre o Vermelho e o Laranja Magnéticos, anula todas as polaridades. Este ponto corresponde ao conjunto equilibrado de todas as ondas de forma.
Com o disco equatorial é possível detectar a vibração emitida por uma forma ou um testemunho colocados diante do Verde Positivo Magnético (180 graus). Pode-se deste modo, conhecer a onda doença e a onda curadora de um doente. Para tratar um ser vivo (homem, animal ou planta) basta submeter seu testemunho à ação de sua onda curadora, obrigatoriamente em fase magnética. Com o tratamento pelo Disco Equatorial não existe nenhum perigo porque a emissão cessa automaticamente sempre que ocorre uma saturação.
O campo de forma (físico e vital) possui uma orientação própria descoberta por La Foye. Com uma agulha imantada dentro de um círculo em fio de cobre constatou que sobre o fio (Corpo Polarizado) e sobre o circulo virtual de raio duplo (Aura) as emissões estão desviadas 5 graus (do Norte para o Oeste) em relação ao eixo longitudinal da agulha.
O desvio de 5 graus do campo de forma em relação ao campo magnético foi constatado no oeste europeu e, portanto, é necessário verificar se no Brasil esse desvio é ou não de 5 graus.
Tanto o espectro indiferenciado quanto o diferenciado podem ser representados sobre uma circunferência ou sobre uma reta. Este é chamado espectro discreto e aquele espectro contínuo. O campo vital descoberto por Jean de La Foye possui três componentes básicos assim distribuídos e denominados por seu descobridor:
a) Eq no eixo Norte-Sul
b) Nó de Vida no eixo Leste-Oeste
c) Shin no eixo Vertical
O Nó de Vida pode ser detectado com um pêndulo cilíndrico despolarizado com o desenho de dois círculos tangentes na linha horizontal; a fase magnética a oeste e a elétrica a leste. Com uma rotação de 90 graus este símbolo detecta a vibração Eq; a fase magnética ao Sul e a elétrica ao Norte. O componente vertical é detectado com a letra hebraica Shin pontuada no meio.
Como o Campo Vital existe de forma potencial (não explícita) é necessário um artifício para detectá-lo. Pode-se usar uma folha de qualquer planta entre o polegar e o indicador da mão livre ou apoiar o polegar sobre o dedo mínimo dobrado. Com o testemunho no centro de um círculo e os pêndulos do Campo Vital nos pontos cardeais e o Shin no meio, detecta-se isoladamente cada um dos cinco componentes.
Nos casos declarados de câncer e nos processos de magia negra os componentes Leste-Oeste (Nó de Vida) estão invertidos.
A vibração Nó de Vida também é gerada pelo movimento (que é uma das manifestações da Vida) e, por isso, pode ser detectada na vertical de uma corrente de água subterrânea. La Foye constatou que o cruzamento de duas emissões de Nó de Vida gera uma emissão de Verde Negativo Elétrico. Por esta razão o cruzamento de duas correntes de água subterrânea emite em sua vertical esta onda de forma.
Como as “ondas de forma” não são realmente ondas, porque não têm caráter eletromagnético, é preferível chamá-las de energia devida às formas (EDF). As expressões “energia de forma” e “energia das formas” são errôneas porque a forma não cria essa energia (ela já existe em todos os pontos do universo) mas, apenas, concentra e emite.
A forma é um ponto focal que permite extrair EDF de um campo difuso e aparentemente neutro, transformando-a em um feixe direcionado.
Os pesquisadores da Fundação Ark’all (França), liderados pelo radiestesista, físico e matemático Jacques Ravatin, denominam a “energia devida à forma” de EIF. A palavra EIF, (aliás a sigla, é usada como substantivo feminino) e suas letras significam Energie, Influence, Forme (Energia, Influência, Forma). Esta é uma infeliz denominação, pois esta energia só “emerge pela influência de uma forma”. A natureza intrínseca das EIFs ainda é desconhecida e, por isso, as diversas definições existentes são incompletas e inadequadas. É necessário que se estude as EIFs dentro de uma física não newtoniana e com uma lógica não cartesiana! Fiquemos, no momento, com estas duas definições:
a) EIFs – são influências de um campo energético sutil (campo de forma) e que se fazem sentir em torno de toda forma, inanimada ou viva, independentemente sua natureza e sua cor.
b) Campo de forma – é uma porção do espaço onde existe um vetor de ação devida à presença de uma forma definida e energeticamente influente.
Para melhor compreensão das EIFs vejamos algumas de suas características e propriedades:
1- Comportam uma fase “magnética” e outra “elétrica”
2- Possuem polaridade (positiva ou negativa)
3- Existem em três níveis: físico, vital e espiritual
4- Existem normalmente na Natureza, mas podem ser geradas artificialmente
5- São transportadas através de um fio condutor ou isolante (metal, barbante, linha, etc), de cilindros de metal, plástico ou madeira, de feixes luminosos, de ondas hertzianas e de correntes elétricas ou magnéticas.
6- Sofrem reflexão, difração ou refração na interface de vários materiais: espelho, prisma ou lente de madeira, etc.
7- Podem ter sua fase invertida ou não por um conjunto de folhas metálicas alternadas.
8- Suas fases são invertidas ao passarem no eixo de um solenóide negativo (espiral helicoidal) com giro para a esquerda).
9- São alternadamente penetrantes, atravessando paredes, rochas, massas metálicas (ferro, chumbo, etc), porém são barradas por malhas metálicas ou têxteis e, ainda, por malhas bidimensionais como um simples papel quadriculado. A eficácia de uma malha como barreira às EIFs é inversamente proporcional às dimensões de suas quadrículas.
10- São amplificadas ou reduzidas por transformadores elétricos. São ainda amplificadas por pranchas de madeira ou se enrolando um fio emissor, no sentido anti-horário, sobre um tubo de papelão ou bastão de ferrite.
11- Sua propagação no espaço se dá por feixes dirigidos (através do éter) e podem ser captadas por ressonância e sem perda significativa a qualquer distância de sua fonte.
12- Por indução podem passar entre condutores paralelos mesmo que haja entre eles condutores isolados.
13- Preenchem os volumes fechados e semifechados tais como caixas, vasos, baús, apartamentos, fossas sanitárias, galerias e tubulações desativadas, etc.
14- Podem carregar a maioria dos materiais, mormente os líquidos. As velocidades de carga e de descarga são inversamente proporcionais à viscosidade do material submetido à sua ação.
15- Os materiais carregados de EIFs perdem sua carga se submetidos a uma temperatura igual ou superior a 64,5 graus.
16- O pensamento pode criar, modificar ou anular as EIFs. Tal ocorrência depende muito da energia nervosa.
17- Combinações de duas ou mais EIFs diferentes.
18- As EIFs naturais são emitidas verticalmente.
19- Permitem a transferência de efeitos, sem perda aparente, ao longo de um caminho reto ou curvo.
20- Tendem a se propagar ao longo dos corpos, daí os efeitos de superfície sobre certos materiais
21- Fendas, fissuras e rachaduras (simples ou múltiplas) mudam completamente a sua qualidade.
22- Assemelham-se à força ódica de Reichenbach, ao Prana hindu e ao Orgônio de Reich.
23- O Verde Negativo Magnético só existe na natureza nos animais de sangue quente, que o sintetizam quando uma boa saúde. Por outro lado o Verde Negativo Elétrico existe em toda a Natureza e seu excesso, em alguns seres vivos, é sinal de doença.
24- O Verde Negativo Elétrico pode servir de “onda portadora” de outras EIFs.
25- Influenciam muito (por ação catalítica) os sistemas dinâmicos em curso, tais como reações metabólicas, fecundação, divisão e multiplicação celular (mitose), polimerização, fermentação, revelação fotográfica, saponificação, envelhecimento de vinhos e licores, germinação, etc.
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