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	<title>Zhen Jiu &#187; Síndromes</title>
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		<title>O Climatério Sob A Visão Da Medicina Ocidental e Oriental &#8211; Parte Final</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Jan 2009 18:38:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alessandro</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Síndromes]]></category>
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<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family: Arial;">RIM</span></strong><span style="font-family: Arial;"> (<strong><em>Shen</em></strong>)</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">O <strong><em>Rim (Shen),</em></strong> é referido como a “raiz da Vida” ou do “<em>Qi Pré Celestial</em>”, isto porque este órgão armazena a Essência (<strong><em>Jing</em></strong>), que no contexto da MTC é entendida como a base material para a manutenção de todas as atividades orgânicas. É constituída por 2 partes, que são:</span></p>
<ul>
<li><strong><em><span style="font-family: Arial;">Essência Pré-Celestial ou Jin Inato ou Jin Hereditário</span></em></strong><span style="font-family: Arial;">, oriunda dos pais, é a responsável pela formação e nutrição do concepto, como também pela procriação, sendo, portanto, na visão contemporânea, a carga genética herdada pelos pais e a determinante das características morfo-fisiológicas do indivíduo.</span></li>
</ul>
<ul>
<li><span style="font-family: Arial;"><strong><em>Essência Pós Celestial, ou Jing Adquirido ou Essência do Céu-Posterior</em></strong>, que é extraída pelo <strong><em>Estômago</em></strong> (<strong><em>Wei</em></strong>) e o <strong><em>Baço</em></strong> (<strong><em>Pi</em></strong>) dos alimentos e fluídos ingeridos, que é transportada pelo <strong><em>Baço</em></strong> (<strong><em>Pi</em></strong>) até os <strong><em>Pulmões</em></strong> (<strong><em>Fei</em></strong>), aonde é distribuído por ele para todo o organismo, com o objetivo de nutrir todas as estruturas e manter todas as funções fisiológicas. Quando o Jing dos Zang Fu estiver repleto, o excedente é armazenado no <strong><em>Rim (Shen)</em></strong>, tornando-se parte Jing do Rim.</span></li>
</ul>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">É importante ressaltar que o <strong><em>Rim (Shen)</em></strong> é entendido como o provedor do Yin e Yang para todos os outros sistemas, (Yin e Yang Primário), portanto, a deficiência de Yin e ou Yang do <strong><em>Rim (Shen)</em></strong> irá comprometer outros órgãos principalmente o Yin do Fígado (Gan), Coração (Xin) e Pulmão (Fei) e o Yang do Baço (Pi), Pulmão (Fei) e o Coração (Xin). O Yin do Rim (Shen) é fundamental para ao nascimento, crescimento e reprodução e o Yang do Rim (Shen) é o responsável pela força motriz de todos os processos fisiológicos.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">Na MTC o Rim (Shen) desempenha inúmeras funções, destacando-se as seguintes:</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">- <strong><em>Armazenar a Essência (Jing)</em></strong>, controlar o nascimento, puberdade, climatério e a morte. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">- <strong><em>Controlar a recepção de Qi</em></strong></span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">- <strong><em>Produzir a Medula</em></strong>,<strong><em> abastecer o Cérebro e controlar os ossos.</em></strong></span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">O Rim (Shen) se conecta a outros órgãos através dos meridianos extraordinários Du Mai, Ren Mai e Chong Mai.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family: Arial;">ÚTERO</span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">O <strong>Útero</strong> é um órgão classificado como <strong>Extraordinário</strong>, pois apresenta forma de um órgão Yang e função de um órgão Yin, isto é, sua cavidade tem a função de drenagem (Yang) ao mesmo tempo em que armazena o Xue e nutre o feto (Yin).</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">Está conectado aos Rins através de um meridiano chamado “Meridiano do Útero” (Bao Luo) a ao Coração (Xin) pelo meridiano “Canal do Útero” (Bao Mai), o que nos permite dizer que tanto o fluxo menstrual como a fertilidade dependem do estado da Essência do Rim e do Sangue do Coração, portanto, a deficiência do Rim como do Coração podem provocar infertilidade ou amenorréia.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">Na concepção na MTC o Útero não corresponde única e exclusivamente a um órgão único e sim ao conjunto formado pelo útero, trompas e ovários, o que nos permite entender que o Útero e os Rins respondem pelas funções do sistema reprodutivo e em especial do eixo hipotálamo-hipofisário-gonadal.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family: Arial;">FÍGADO (Gan)</span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">O <strong><em>Fígado (Gan)</em></strong>, entre outras funções, é o responsável pelo armazenamento e a regulação do volume do Sangue pelo corpo, além de ser responsável pelo fluxo suave de Qi, portanto, este órgão é muito importante na fisiologia feminina, especialmente quanto ao fluxo menstrual, pois é o Útero quem armazena o Sangue oriundo do Fígado, e estando este deficiente irá provocar mudanças no padrão menstrual (amenorréia, oligomenorréia), como também, se estiver em excesso irá provocar menorragia ou metrorragia. Pelo fato de ser o Qi o responsável pelo fluxo de Xue, seu bloqueio pode provocar o surgimento de dismenorréia, alterações no ciclo menstrual e Tensão pré-menstrual.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family: Arial;">BAÇO (Pi)</span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">O <strong><em>Baço (Pi)</em></strong> é o responsável pela produção de Sangue (Xue) e Qi, a partir da transformação dos nutrientes e fluidos (Qi dos alimentos), vindos do Estômago (Wei), e de seu transporte. Esta associação (Pi/Wei), também é chamada de <strong>Raiz do Qi Pós Celestial</strong>, pois a partir dos alimentos e fluidos ingeridos, o <strong><em>Baço (Pi)</em></strong> extrai o Qi dos alimentos (<strong>Gu Qi</strong> &#8211; base para a formação do Qi e Xue), e no Pulmão (Fei) se combina com o Ar formando o Qi Torácico, que é a base para o <em>Qi Verdadeiro</em> (<strong><em>Zhen Qi</em></strong>). O <em>Qi dos Alimentos</em> (<strong><em>Gu Qi</em></strong>) também é a base para a formação do Sangue (Xue), que acontece no Coração (Xin), que o controla.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">Frente ao exposto, entende-se que o Baço desempenha papel fundamental na fisiologia feminina já que sua deficiência se manifesta por alterações do fluxo menstrual.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">No livro “Secret Record os Master Feng’s Brocade Bag”, diz:</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">- “<em>O Baço é a origem do Qi e do Sangue, e o Coração governa o Sangue de todos aos meridianos. Quando o Baço e o Coração funcionam bem, os ciclos são normais&#8230; o Sangue é produzido pelo Baço e transformado em esperma nos homens e em sangue menstrual e leite nas mulheres. Apesar do Coração governar o Sangue e o Fígado armazenar Sangue, o Sangue é controlado pelo Baço. Para nutrir o Sangue, deve-se tonificar o Baço e serenar o Estômago&#8230; o Coração e o Baço deveriam ser tratados antes da chegada do Qi Celestial, e o Fígado e Rins após sua chegada. O sangue menstrual e o leite são produzidos pelo Baço e Estômago após serem digeridos pelo Estômago, a parte pura da água e alimentos vai para o meridiano do Coração onde altera a sua cor tornando-se vermelhos, formando assim Sangue. O Excesso do Sangue dirige-se aos canais Ren Mai e Chong Mai produzindo a menstruação&#8230; Logo após a distribuição, a parte pura do alimento vai para os Pulmões e então flui para dentro das mamas para tornar-se leite, branco em coloração assim como os Pulmões. Quando pára a amamentação, a parte pura do alimento retorna para o Sangue novamente”</em>.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family: Arial;">CORAÇÃO (Xin)</span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">O <strong><em>Coração (Xin)</em></strong>, entre suas inúmeras funções, governa o Sangue, através da transformação do Qi dos Alimentos em Sangue (Xue) como também por sua circulação, o que por si só tem enorme influência sobre a menstruação, além da conexão existente com o Útero pelo Canal do Útero (Bao Mai).</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">Outra importante função do Coração (Xin) é a de abrigar o Shen, (Mente), entendido pela MTC como o conjunto das faculdades mentais, o que significa dizer que o estado do Coração (Xin) e do Sangue (Xue) influenciará as atividades mentais, inclusive o estado emocional, podendo então, se manifestar por alteração da atividade cerebral, consciência, memória, pensamento e sono.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">Cabe ressaltar que na MTC, a Mente (Shen) está intimamente relacionada com o organismo, isto porque a Essência (Jing) e o Qi formam a base física da Mente, o que nos permite dizer que se a Essência e o Qi estão satisfatórios a Mente está em harmonia, se ao contrário, houver uma deficiência de Essência (Jing) e Qi a Mente sofrerá.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">Outra influência do Coração (Xin) sobre a fisiologia feminina é que a Essência do Rim forma o Qi Celestial (sangue menstrual) com a ajuda do Yang do Coração.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family: Arial;">ESTÔMAGO (Wei)</span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">O <strong><em>Estômago (Wei)</em></strong> tem sua importância na fisiologia feminina devido a sua ligação com o Baço na origem do Qi e Xue, sendo também conhecido junto com o Baço como a “Raiz do Qi Pós Celestial”.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">O Estômago se conecta com o Útero através do meridiano Chong Mai (E30), o que explica o aparecimento de êmese gravídica.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">Outro aspecto que deve ser comentado é o trajeto do meridiano que passa pelas mamas influenciando assim a lactação, como também, o fato do leite materno ser, na concepção da MTC, uma transformação do sangue menstrual no canal Chong Mai, e este é suplementado pelo Qi Pós Natal extraído do alimento que por sua vez depende do Estômago (Wei).</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family: Arial;">MERIDIANOS EXTRAORDINÁRIOS</span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">Dentre os meridianos extraordinários, destacam-se os meridianos <strong>Chong Mai, Du Mai</strong> e <strong>Ren Mai</strong>, no que se refere a fisiologia feminina e em especial a função menstrual.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">Estes meridianos se originam entre o Rins (Força Motriz – <strong>Don Qi</strong>), descendem para o períneo (Ren-1), quando se dividem em 3 ramos, o <strong><em>Chong Mai</em></strong> considerado como “<strong><em>Mar de Sangue</em></strong>”, o <strong><em>Du Mai</em></strong>, <em>governador dos meridianos Yang</em>, e o <strong><em>Ren Mai</em></strong>, <em>governador dos meridianos Yin</em>.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family: Arial;">CHONG MAI</span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">Nasce em uma área entre os Rins aonde pulsa a Força Motriz (<strong><em>Dong Qi</em></strong>), passa pelo Útero, em direção do períneo (Ren-1), emergindo em E-30, fluindo com o meridiano do Rim até a altura de R-21 ou R-27 (depende do autor), a partir daí, sobe em direção a garganta, circunda a boca e sobe para a testa. A partir de Ren-1, um ramo se dirige para dentro da espinha, na altura de B-23, o outro flui para baixo a partir de E-30 aonde se dirige pela fase interna da perna e lado medial do pé, onde se divide em 2 ramos seguindo o meridiano do Rim e o Baço (chegando ao Hálux).</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">Devido a seu trajeto pode-se dizer que este meridiano influencia quase todo o organismo, com exceção dos braços, estando intimamente relacionado com todos os meridianos, sendo chamado de “<em>Mar dos Doze Meridianos</em>” ou “<em>Mar dos Cinco Sistemas Yin e Seis Sistemas Yang</em>”.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">Este meridiano conecta o Qi Pré Celestial (Rim &#8211; Shen) com o Qi Pós Celestial (Estômago – Wei), influenciando assim a fisiologia feminina, principalmente a menstruação em todos os seus aspectos, já que ele é o <strong><em>Mar de Sangue</em></strong>, portanto o Chong Mai está relacionado ao Xue e Qi.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family: Arial;">REN MAI</span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">Tem a mesma origem do Chong Mai, emergindo no períneo (Ren-1) e ascendendo pela linha mediana até Ren-24, contorna a boca e entra nos olhos em E-1.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">Este meridiano está conectado ao Yin, a Essência e Fluidos (oposto do Chong Mai), e se conecta aos 3 meridianos Yin, o que o torna o governador do Yin. Devido a esta característica, o Ren Mai fornece as substâncias Yin (Yin Qi, Essência, Sangue, fluidos) para todos os processos fisiológicos da mulher, e em especial aos relacionados a processos hormonais (puberdade, concepção, gravidez, parto, climatério), ao contrário do Chong Mai que está mais relacionado com a menstruação e a maioria de suas irregularidades.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family: Arial;">DU MAI</span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">Tem a mesma origem dos meridianos citados anteriormente, e emerge em Ren-1 e a partir daí para Du-1, ascendendo seu ramo principal pela coluna vertebral até a base do crânio, quando penetra no cérebro. A partir do vértice flui pela linha média para baixo em direção do lábio superior, terminando em Du-28.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">Este meridiano é de origem Yang e a semelhança do Ren Mai, se conecta com todos os meridianos Yang, o que lhe dá o status de governador do Yang.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">Do ponto de vista da MTC, o Du Mai (Yang) e o Ren Mai (Yin) se completam, promovendo o equilíbrio energético do organismo, e especificamente na fisiologia feminina, o Du Mai e o Ren Mai devido a mesma origem, passando pelo Útero, emergindo no períneo, ascendendo pelo dorso e pela frente, respectivamente, conectando-se com o Coração e atingindo a cabeça e o cérebro, caracterizam um circuito energético contínuo.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">Este circuito devido a estas características conecta o Útero aos Rins e o Coração ao Cérebro, o que explica a influência dos problemas emocionais e mentais sobre a menstruação, função ovariana e vice versa. Por outro lado, este circuito conecta-se à Essência (Rins), ao Sangue (Útero e Coração); a Medula (espinha e Rins) e Mar de Medula (Cérebro), o que na visão da medicina ocidental representa o eixo hipotálamo-hipofisário-gonadal.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family: Arial;">O CLIMATÉRIO E A MTC</span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">A Medicina Tradicional Chinesa não estabelece o Climatério como um quadro nosológico específico como é colocado pela Medicina Ocidental.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">Conceitualmente Climatério não é ume enfermidade e sim uma passagem fisiológica que vive a mulher, da fase reprodutiva para a fase não reprodutiva. Teoricamente não existe a necessidade de tratamento para a mulher, somente se impondo quando houver manifestação clínica importante.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">As manifestações clínicas mais comumente encontradas são: </span></p>
<ul>
<li><em><span style="font-family: Arial;">Cefaléia</span></em></li>
<li><em><span style="font-family: Arial;">Astenia</span></em></li>
<li><em><span style="font-family: Arial;">Letargia</span></em></li>
<li><em><span style="font-family: Arial;">Irritabilidade</span></em></li>
<li><em><span style="font-family: Arial;">Depressão</span></em></li>
<li><em><span style="font-family: Arial;">Insônia</span></em></li>
<li><em><span style="font-family: Arial;">Perda de concentração</span></em></li>
<li><em><span style="font-family: Arial;">Fogachos</span></em></li>
<li><em><span style="font-family: Arial;">Rubor facial</span></em></li>
<li><em><span style="font-family: Arial;">Secura vaginal</span></em></li>
<li><em><span style="font-family: Arial;">Sudorese</span></em></li>
<li><em><span style="font-family: Arial;">Irregularidade menstrual (amenorréia, polimenorréia, menorragia, etc.)</span></em><span style="font-family: Arial;">, </span></li>
</ul>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">Afora esta sintomatologia, temos enfermidades associadas a este evento, e que na visão da MTC estão harmoniosamente integradas na fisiopatologia da <strong><em>Síndrome de Deficiência do Rim</em></strong> (p.ex. a osteoporose, que na MTC é de responsabilidade do Rim).</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">Na visão da Medicina Tradicional Chinesa (MTC), os sintomas apresentados nesta fase se enquadram como uma deficiência da Essência do Rim em seu aspecto Yin ou Yang se subentendo que dentro desta classificação básica pode-se encontrar todas as nuances possíveis desta deficiência. Também esta deficiência pode estar associada a alterações de outros órgãos, levando as síndromes mistas.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">É claro que a gravidade dos sintomas está diretamente relacionado ao estilo de vida e alimentação da mulher no decorrer de toda a sua vida, portanto. a <strong><em>Síndrome Climatérica</em></strong> é uma <strong><em>Síndrome de Deficiência do Rim</em></strong>, e portanto, sua evolução clínica irá depender da higidez que se encontra a mulher no momento de seu aparecimento.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">Na concepção da Medicina Chinesa, tanto as emoções, entendido como preocupação, ansiedade e medo; o excesso de trabalho, tanto mental como físico; gestações muito próximas e a atividade sexual excessiva levam ao esgotamento precoce da Essência o Rim.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">Como foi exposto acima, a deficiência dos Rins pode se apresentar com deficiência de Yin, Yang ou de ambos, sendo a forma mista a mais comum. Esta deficiência irá acarretar duas situações, que são:</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">- Se o Yin dos Rins estiver deficiente, o Yang dos Rins tende a se elevar</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">- Se o Yang dos Rins estiver deficiente, o Fogo de Mingmen será fraco.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">Estas deficiências irão repercutir em outros órgãos, levando aos seguintes modelos:</span></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family: Arial;"> </span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family: Arial;">Rim (Shen) e Coração (Xin) não se Comunicam</span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">Como visto acima, o Coração (Xin), entre suas inúmeras funções, governa o Sangue e sua circulação através da transformação do Qi dos Alimentos em Sangue (Xue), está conectado com o Útero pelo Canal do Útero (Bao Mai), abriga a Mente, além de participar na formação do Gui Celestial, através da presença do Yang do Coração junto a Essência do Rim.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">O Coração (Xin) pelo conceito dos 5 elementos se encontra no Aquecedor Superior, pertence ao elemento Fogo, de natureza Yang e corresponde ao movimento, e o Rim (Shen) se encontra no Aquecedor Inferior, pertence ao elemento água, de natureza Yin e corresponde à tranqüilidade. Por estas características estes dois órgãos devem estar em equilíbrio pois representam o Fogo e a Água, o que pode ser explicitado pelo movimento descendente do Yang do Coração (Xin) em direção do Rim (Shen), aquecendo assim o Yin do Rim (Shen), que por sua vez ascende para nutrir o Yang do Coração (Xin), o que significa dizer que o Qi do Coração e do Rim (Shen) estão em constante movimento, caracterizando o que a MTC chama de “Suporte mútuo do Fogo e da Água”.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">Na deficiência do Yang do Rim (Shen), observa-se um comprometimento da função do Rim (Shen) em transformar os fluidos corpóreos (Jin Ye), provocando mudanças em seu fluxo em direção ao topo, causando um padrão chamado de “Água afetando o Coração (Xin), Na deficiência de Yin do Rim (Shen), não haverá nutrição do Yin do Coração, levando a uma hiperatividade do Fogo do Coração”.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">Como citado em outros tópicos, o Coração (Xin) abriga a Mente e o Rim estoca o Essência (Jing). A Essência junto com o Qi forma a base física da Mente, portanto a Mente é a manifestação externa da Essência, o que nos permite afirmar que um suprimento amplo de Essência (Jing) é uma pré condição para um adequado desempenho da Mente, e uma Mente hígida é uma pré condição para uma Essência produtiva. Se a Essência estiver debilitada, a Mente sofrerá, se a Mente estiver afetada por alterações emocionais, a Essência não será direcionada pela Mente.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">Estas alterações configuram o quadro “<strong>Coração (Xin) e Rim (Shen) não se comunicam</strong>”, muito comum no Climatério que se manifesta clinicamente com os seguintes sintomas:</span></p>
<ul>
<li><em><span style="font-family: Arial;">palpitações, insônia, sudorese noturna, ansiedade, zumbido, agitação.</span></em></li>
<li><em><span style="font-family: Arial;">fogachos, rubor malar, perda de memória, depressão, melancolia.</span></em></li>
<li><em><span style="font-family: Arial;">boca e garganta seca, visão borrada, dor nas costas, lombalgia.</span></em></li>
<li><em><span style="font-family: Arial;">pulso: rápido e fino</span></em></li>
<li><em><span style="font-family: Arial;">Língua: vermelha, ponta mais vermelha, rachadura na linha média alcançando a ponta.</span></em></li>
</ul>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">O tratamento através da acupuntura deve ter por objetivo fazer encontrar o Rim (Shen) com o Coração (Xin), nutrindo o Yin do Rim (Shen) e do Coração (Xin), acalmar a Mente e eliminar o Fogo do Coração, podendo ser utilizado:</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">- Du 20; C7; Yintang; Vb13. Du 24; R9; Pc 6; B 15; B 14 = acalma a mente</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">- C 7; C 6; C5; Ren 15; B15 = sedar Coração (Xin)</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">- Bp 6; R3; Ren 4; R 13 = nutre o Rim (Shen)</span></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family: Arial;"> </span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family: Arial;">Deficiência do Yin do Rim (Shen) e do Fígado (Gan)</span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">Como visto anteriormente, o Fígado (Gan), entre outras funções, é o responsável pelo armazenamento e a regulação do volume do Sangue pelo corpo, além de ser responsável pelo fluxo suave de Qi.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">O Sangue (Xue) nutre e abastece a Essência do Rim (Shen), e este, contribui para a elaboração do Sangue (Xue) através da medula óssea, que produz o Sangue (Xue), ademais, o Yin do Rim (Shen) nutre o Yin do Fígado (Gan).</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">A Essência deficiente do Rim (Shen), leva a deficiência do Sangue (Xue), que por sua vez, irá causar debilidade na Essência do Rim (Shen). O Yin deficiente do Rim (Shen) leva a deficiência do Yin do Fígado (Gan) provocando o aumento do Yang do Fígado (Gan).</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">As manifestações clínicas mais comuns desta associação são:</span></p>
<ul>
<li><span style="font-family: Arial;"><em>Irritabilidade, tonturas, zumbido, visão borrada, cefaléia.</em></span></li>
<li><em><span style="font-family: Arial;">Sudorese noturna, vermelhidão facial,</span></em></li>
<li><em><span style="font-family: Arial;">Calor nas palmas das mãos, pés e região pré cordial</span></em></li>
<li><em><span style="font-family: Arial;">Depressão, melancolia, olhos secos.</span></em></li>
<li><em><span style="font-family: Arial;">Alteração menstrual (amenorréia, oligomenorréia, menorragia).</span></em></li>
<li><em><span style="font-family: Arial;">Língua: vermelha, descamada e rachada.</span></em></li>
<li><em><span style="font-family: Arial;">Pulso: fino, rápido.</span></em></li>
</ul>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">O tratamento através da acupuntura deve ter por objetivo nutrir o Fígado (Gan) e o Rim (Shen), dominar o Yang do Fígado, acalmar a Mente, podendo ser usado os seguintes pontos:</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">- Du 20; C7; Yintang; Vb13;. Du 24; R9; Pc 6; B 15; B 14 = acalma a mente</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">- B 23; B 18 = harmonizar Qi do Rim e Fígado</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">- Bp10; F 2= regularizam o Baço (Pi) e o Fígado (Gan).</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">- Bp 6 = regulariza e harmoniza os 3 Yins da perna (tonifica o Baço, avantaja o Sangue, alimenta o Yin do Fígado e dos Rins</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">- R3 = Nutre o Rim (Shen)</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">- F 8 = tonifica o Xue e o Yin do Fígado (Gan)</span></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family: Arial;"> </span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family: Arial;">Deficiência do Yin do Rim (Shen)</span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">A deficiência do Yin do Rim (Shen) é também da Essência (Jing), e leva a manifestações clínicas relacionadas ao Cérebro (o Yin do Rim produz a Medula e controla o Cérebro), resultando em tontura leve, zumbido, vertigem e perda gradativa da memória. Além destas manifestações, esta deficiência provoca diminuição dos Fluidos Corpóreos levando um quadro de secura, podendo se manifestar por boca seca a noite, constipação intestinal e urina escura e escassa, pele, cabelos e mucosas secas.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">A deficiência do Yin provoca o surgimento do Calor-Vazio do Rim (Shen), que se manifesta clinicamente através do calor dos cinco palmos e da sudorese noturna. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">Pelo fato da Essência do Rim controlar os ossos é comum observar o aparecimento de lombalgia e dor nos ossos.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">O tratamento pela Acupuntura se baseia no fortalecimento do Yin do Rim (Shen), dominar o Yang, acalmar a mente e remover o Calor do Coração, podendo ser utilizados os seguintes pontos:</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">- Du 20; C7; Yintang; Vb13;. Du 24; R9; Pc 6; B 15; B 14 = acalma a mente</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">- P 7; R6 = regulam Ren Mai, fortalece Útero, nutre o Yin</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">- R 3; Bp 6: R10 = nutre o Rim (Shen)</span></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family: Arial;">Deficiência do Yang do Rim (Shen)</span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">Quando o Yang do Rim (Shen) está deficiente o Rim (Shen) não apresenta Qi suficiente para fortalecer os ossos e as costas causando lombalgia e fraqueza nas pernas e joelhos. Além desta manifestação clínica, o Yang do Rim (Shen) não aquece a Essência, portanto a energia sexual é privada da nutrição da Essência e do aquecimento do Yang do Rim (Shen), resultando por exemplo em frigidez, infertilidade, etc.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">Os sintomas mais comuns desta deficiência são:</span></p>
<ul>
<li><em><span style="font-family: Arial;">Lombalgia, joelhos frios, sensação de frio nas costas.</span></em></li>
<li><em><span style="font-family: Arial;">Calor nas mãos, sudorese pela manhã.</span></em></li>
<li><em><span style="font-family: Arial;">Calafrios, cefaléia</span></em></li>
<li><em><span style="font-family: Arial;">Astenia, fraqueza nas pernas.</span></em></li>
</ul>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">O tratamento pela Acupuntura se baseia no fortalecimento do Yang do Rim (Shen), tonificar o Rim e fortalecer o Baço, podendo ser utilizados os seguintes pontos:</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">- B23; R3 = tonifica o Rim (Shen)</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">- Du 4 = tonifica o Yang do Rim</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">- P7; R6 = regulam Ren Mai, fortalece Útero, nutri o Yin</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">- R7 = tonifica o Yang do Rim</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family: Arial;">Deficiência do Yin e do Yang do Rim (Shen)</span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">Este padrão corresponde a associação das duas deficiências. O Rim (Shen) tem a peculiaridade de armazenar o Yin e Yang Primário, isto é, ele fornece o Yin e Yang para todos os outros sistemas, portanto, podemos considerar que o Yin do Rim (Shen) é o fundamento para todo o Qi do Yin do corpo, em especial o do Fígado (Gan), Coração (Xin) e Pulmão (Fei) e o Yang do Rim (Shen) é o fundamento para todo o Qi do Yang do organismo, em especial do Baço (Pi), Pulmão (Fei) e Coração (Xin).</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">Tanto o Yin como o Yang do Rim (Shen) se originam da mesma raiz, sendo então interdependentes, isto é, o Yin do Rim (Shen) fornece o substrato material para o Yang do Rim (Shen), e o Yang do Rim (Shen) fornece o Calor necessário para todas as funções do Rim (Shen). Por esta razão, a deficiência de um deles implica na deficiência do outro, em maior ou menor grau, nunca em proporções iguais, isto é, a deficiência sempre será essencialmente do Yin ou do Yang, sendo fundamental para a escolha do tratamento a identificação de qual a tendência, Yin ou Yang.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">Entre os sintomas mais comuns destacam-se:</span></p>
<ul>
<li><span style="font-family: Arial;"><em>Cefaléia, vertigem, tonturas, zumbido</em></span></li>
<li><em><span style="font-family: Arial;">Fogachos, calor nas palma das mãos e planta dos pés, rubor facial.</span></em></li>
<li><em><span style="font-family: Arial;">Pele e mucosas secas, sudorese noturna.</span></em></li>
<li><em><span style="font-family: Arial;">Alterações menstruais</span></em></li>
<li><em><span style="font-family: Arial;">Hipertensão</span></em></li>
</ul>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">O tratamento pela Acupuntura se baseia no fortalecimento do Yin e Yang do Rim (Shen), tonificar o Chong Mai e Ren Mai, acalmar a Mente. podendo ser utilizados os seguintes pontos:</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">- Du 20; C6; Yintang; Vb13;. Du 24; R9; Pc 6; B 15; B 14 = acalma a mente</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">- P 7; R6 = regulam Ren Mai, fortalece Útero, nutri o Yin</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">- R 3; Bp 6 = nutre o Rim (Shen)</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">- B 23 = tonifica o Yang do Rim (Shen)</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family: Arial;">Comentários</span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">O tratamento do Climatério pela MTC não se resume a acupuntura, e sim ao uso concomitante de substâncias de origem vegetal, mineral e animal. Na verdade o uso destas substâncias tem por objetivo suprir a deficiência observada (primariamente do Rim e secundariamente de outros órgãos), à semelhança da terapia de reposição hormonal praticada pela medicina ocidental tanto na forma alopata como fitoterápica.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family: Arial;">CONCLUSÕES</span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">Frente ao exposto conclui-se que:</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">- A fisiologia feminina descrita pela Medicina Tradicional Chinesa apresenta inúmeros pontos em comum com a descrita pela Medicina Ocidental</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">- A fisiopatologia do Climatério sob o ponto de vista da Medicina Tradicional Chinesa apresenta inúmeros pontos em comum com a fisiopatologia descrita pela Medicina Ocidental.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">- Os conceitos de Yin e Yang, Essência, Qi, Meridianos e Órgãos na visão da Medicina Tradicional Chinesa em parte explicam o eixo Hipotálamo-Hipofisário-Gonadal da visão da Medicina Ocidental.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">- Frente ao conhecimento atual, os protocolos de tratamento da Síndrome Climatério, na visão da Medicina Tradicional Chinesa, encontram respaldo científico.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">1. Katz el al. Active Life expectancy. New Engl J Med. 1983, 309: 1218.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">2. WHO / OMS,. Investigaciones sobre la menopausia. Informe de um grupo cientifico de la OMS. Serie de informes técnicos. 670. Ginebra, OMS, p. 8, 1981.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">3. Saúde e Bem Estar – Quando a Menopausa Chegar &#8211; Sociedade Brasileira para Estudo do Climatério. São Paulo. 1993.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">4. Climatério – Manual de Orientação – Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. São Paulo. 1995</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">5. Utian WH: Non-hormonal medication. IN : Greenblatt RB Ed. </span><span style="font-family: Arial;" lang="EN-US">A modern approach to the perimenopausal years. </span><span style="font-family: Arial;">1117-125. Walter de Gruyter, Berlin-N.York. 1986.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">6. Villoria EF, Tramullas AR: Menopausia y Sociedad. IN: Climaterio y Menopausia. 1 – 8. Mirpal, Madrid. 1993.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">7. Yamamura Ysao: IN: Acupuntura Tradicional: A Arte de Inserir. 2. Ed. rev. e ampl. – São Paulo : Roca, 2001</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">8. Macciocia Giovanni: IN: Obstetrícia e Ginecologia em Medicina Chinesa. São Paulo : Roca, 2000</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">9. Auteroche B, Navailh P, Maronnaud P, Mullens E: IN: Acupuntura em Ginecologia e Obstetrícia. São Paulo: Andrei Edit., 1987</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">10. Gomes, AL.: IN: Sete vezes mulher: os segredos dos ciclos femininos sob a ótica da tradicional medicina chinesa. Rio de Janeiro: Record, 1996</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">11. Princípios de Medicina Interna do Imperador Amarelo / Bing Wang; tradução José Ricardo Amaral de Souza; revisor técnico Olivier-Michel Niepeeron. – São Paulo: Ícone, 2001</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">12. www.smba.com.br (sociedade médica brasileira de acupuntura).</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">13. Macciocia, Giovanni: IN: Os Fundamentos da Medicina Chinesa: um texto abrangente para acupunturistas e fitoterapeutas. São Paulo : Roca, 1996</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">14. Min, Li Shih, Darella M L, Pereira O A &#8211; Curso Básico de Acupuntura e Medicina Tradiciional Chinesa &#8211; Florianópolis: Instituto de Pesquisas e Ensino de Medicina Chinesa &#8211; Ipe/MTC, 2000</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">15. Darella, Maryangela Lopes, Min Li Shih &#8211; Jing, Shen, Xue e Jin Ye; (As substâncias Fundamentais) &#8211; Florianópolis: Instituto de Pesquisas e Ensino de Medicina Chinesa &#8211; Ipe/MTC, 2002</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">16. Lian Yu-Lin, Chen Chun-Yan, Hammes Michael, Kolster Gbernard C. &#8211; Atlas Gráfico de Acupuntura Seirin &#8211; tradução do alemão: Margarita Gutiérrez &#8211; Slovenia: KVM Dr. Kolster unf Co. Produktions- und Vberlags-GmbH, Marburg, 2000</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">17. “Fundamentos de Acupuntura y Moxibustion de China” &#8211; versão castellana de Zhang Jun y Zheng Jung &#8211; Recopilado por Instituto de la Medicina Tradicional China de Beijin, Instituto de la Medicina Tradicional China de Shanghai, Instituto de la Medicina Tradicional China de Nanjing e Instituto de Investigación de Acupuntura y Moxibustión de la Academia de la Medicina Tradicional China &#8211; Beijing, 1984</span></p>


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		<pubDate>Sun, 11 Jan 2009 18:32:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alessandro</dc:creator>
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<address class="MsoNormal"><em><br />
</em></address>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family: Arial;">MEDICINA TRADICIONAL CHINESA</span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family: Arial;">CONCEITUAÇÃO</span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">A <strong>Medicina Tradicional Chinesa</strong> (<strong>MTC</strong>) constitui um segmento do conhecimento humano que se iniciou a milênios, tendo por base a observação dos fenômenos da natureza e no estudo e compreensão dos princípios que regem a harmonia nela existente. Na concepção chinesa o Universo e o Ser Humano estão submetidos às mesmas influências, sendo parte integrantes do Universo como um todo.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">Esta concepção está apoiada sob 3 bases conceituais que são:</span></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family: Arial;"> </span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family: Arial;">1) Conceito do Yang/Yin</span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">Representa a dualidade que existe em tudo da Natureza, incluindo a vida, e ao mesmo tempo a unidade de tudo, isto é, o Yang só pode existir na presença do Yin e vice versa.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">São princípios essenciais da existência de tudo, e só é possível entende-los em conjunto, como por exemplo, só se consegue entender o significado da claro quando se conhece o escuro. Este conceito obedece a 3 princípios, que são:</span></p>
<ul>
<li><span style="font-family: Arial;"><strong><em>Transformação do Yang em Yin</em></strong></span></li>
</ul>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">Entendido pelo movimento constante de transformação do Yang em Yin e vice versa, mantendo, no entanto um continuo e constante equilíbrio dinâmico.</span></p>
<ul>
<li><span style="font-family: Arial;"><strong><em>Transmutação do Yang e do Yin</em></strong></span></li>
</ul>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">Quando o Yang e o Yin chegam ao seu extremo transmutam-se em seu oposto. Este processo é um princípio geral da Natureza, como por exemplo, o dia que tem característica Yang e a noite que tem característica Yin, ao meio-dia observa-se o máximo de característica Yang e a meia-noite o máximo de Yin, no período que vai do máximo de Yang (meio-dia) até máximo de Yin (meia-noite) ocorre a transformação de Yang em Yin.</span></p>
<ul>
<li><span style="font-family: Arial;"><strong><em>Relatividade do Yang e do Yin</em></strong></span></li>
</ul>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">Este princípio estabelece que tanto o Yang como o Yin são conceitos relativos, isto é, um aspecto pode ser Yang ou Yin dependendo do referencial. Um exemplo deste princípio é o que ocorre com as cores, o vermelho tem característica Yang (movimento, atividade, calor, agitação e vida), e a cor violeta tem característica Yin (repouso, passividade, frio, calma e morte), entre estas duas cores existem outras cores, que terão características Yang em relação ao violeta e Yin em relação ao vermelho.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">A Doença se estabelece quando existe um desequilíbrio entre o Yang e o Yin.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family: Arial;">2) Teoria dos Cinco Movimentos</span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">Esta teoria se baseia na evolução dos fenômenos naturais, em como os vários aspectos que compõem a Natureza geram e dominam uns aos outros. Estes eventos apresentam características próprias, e podem gerar outros fenômenos e ao mesmo tempo sofrer influências, que podem ser benéficas ou maléficas. Estes aspectos se agrupam em 5 categorias distintas, que se encontram em constante movimento de geração e de dominância entre si, constituindo o que foi denominado de Cinco Movimentos.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family: Arial;">TEORIA DOS ZANG FU (ÓRGÃOS E VISCERAS)</span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">Na MTC os órgãos são considerados sob 3 aspectos, o energético, o funcional e o orgânico. O funcional e o orgânico correspondem aos estudados pela Medicina Ocidental (fisiologia, anatomia patológica, etc.). O energético se relaciona ao conceito de Yin e Yang além das relações observadas nos 5 Movimentos.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">Os <em>Órgãos</em> (<strong><em>Zang</em></strong>) tem a função de armazenar a essência dos alimentos, que proporciona o dinamismo físico, visceral e mental. São estruturas geradoras e transformadoras de energia e do Shen (consciência).</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">São em número de 5, representados pelo <strong>Xin</strong> (Coração), <strong>Fei</strong> (Pulmão), <strong>Gan</strong> (Fígado), <strong>Pi</strong> (Baço/Pâncreas) e <strong>Shen</strong> (Rins), e são responsáveis pela formação, crescimento, desenvolvimento e manutenção do corpo físico e da mente. Por outro lado, também cada órgão representa um dos Cinco Movimentos.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">As <em>Vísceras</em> (<strong><em>Fu</em></strong>), são estruturas tubulares e ocas, que tema função de receber, transformar e assimilar os alimentos, além de promover a eliminação dos dejetos. São o tubo digestivo (estômago &#8211; <strong>Wei</strong>, intestino delgado – <strong>Xiao Chang</strong> e grosso – <strong>Da Chang</strong>) e a Bexiga – <strong>Pangguang</strong>. Estas estruturas são englobadas por um elemento altamente energético chamado <strong>Sanjiao</strong> (Triplo Aquecedor) que tem a finalidade de promover a atividade de todos os órgãos internos.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">Além destas Vísceras, encontramos outras estruturas que não se enquadram nas características mencionadas acima e são chamadas de <strong><em>Vísceras Curiosas</em></strong>: os Vasos Sangüíneos, o Útero, os Ossos, a Medula Óssea, a Medula Espinhal, o Encéfalo e a Vesícula Biliar – <strong>Dan</strong>.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">Tendo por base estes princípios, a MTC está voltada ao estudo das causas das doenças, sua evolução, a forma de tratar e fundamentalmente à sua prevenção, enfatizando os fenômenos precursores das alterações funcionais e orgânicas causadoras dos sintomas e anormalidades nos exames complementares e de laboratório. O fator causal desses processos nada mais é do que o desequilíbrio da energia interna, induzido pelo meio ambiente (origem externa), ou pela alimentação desregrada, emoções contidas, fadigas (origem interna). Dentro deste contexto, a MTC dispõe de inúmeras ferramentas, como por exemplo:</span></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family: Arial;">Alimentação</span></strong><span style="font-family: Arial;">: fonte de energia adquirida, é constituída dos nutrientes e da sua essência, que em conjunto formam todas as estruturas de nosso organismo. Esta fonte de energia (adquirida) em conjunto com a energia transmitida pelos gametas (celestial), são as responsáveis pelo desenvolvimento deste organismo, que será o espelho da alimentação que lhe foi oferecida, isto é, o tipo, a qualidade, a quantidade e o horário da alimentação podem condicionar um corpo físico e energético adequado ou inadequado ao contexto de vida, tornando este organismo susceptível a ação dos agentes causadores das doenças e o surgimento de enfermidades crônicas. Para que a energia e os nutrientes sejam consumidos é indispensável sua circulação pelo corpo, que no caso da energia (<strong><em>Qi</em></strong>) se dá através dos chamados Canais de Energia (<em>meridianos</em>), que se distribuem pelo corpo à semelhança da rede nervosa e sangüínea. À medida que o Qi circula, o sangue (<strong><em>Xue</em></strong>) o acompanha, e é a atividade muscular a maneira mais adequada de circular o Qi .</span></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family: Arial;">O Tai Chi Chuan</span></strong><span style="font-family: Arial;">: prática baseada em exercícios com o objetivo de orientar a mobilização do Qi, promovem a atividade das articulações, dos músculos e dos tendões, sendo portando uma ferramenta importante para a consolidação do corpo físico e psíquico para a visando a vitalidade e a longevidade. Quando ocorre bloqueio de energia a MTC dispõe da técnica de massagem chinesas chamada <strong>Tui Ná</strong>, que tem em sua essência o desbloqueio, circulação e fortalecimento das energias.</span></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family: Arial;">Fitoterapia</span></strong><span style="font-family: Arial;">: através da ingestão de substâncias potencialmente ativas tanto de origem animal, vegetal e mineral, procura-se obter nutrientes e energia com o objetivo de restabelecer o equilíbrio necessário para a integridade do corpo.</span></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family: Arial;">Acupuntura</span></strong><span style="font-family: Arial;">: é o recurso mais conhecido da MTC no Ocidente, e consiste na inserção de agulhas pelo corpo em pontos previamente identificados na projeção dos Canais de Energia (meridianos), com o objetivo de mobilizar, circular e desbloquear o Qi, como também, dispersar a chamada Energia Perversa, promovendo a harmonização e o fortalecimento dos Órgãos, Vísceras e o corpo.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family: Arial;">CANAIS DE ENERGIA – MERIDIANOS</span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">Na fase fetal, o Qi do Zang Fu, se exterioriza dando origem à formação dos meridianos, sobre os quais ocorrerá a incorporação de matéria, para constituir a forma física dos membros e do tronco.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">Os Canais ou Meridianos constituem a ligação entre o interno e o externo, transmitindo as mais diversas formas de energia entre estes dois ambientes, e são classificados de acordo com suas características com Yang ou Yin.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">Os Canais ou Meridianos são divididos em 3 categorias, que são:</span></p>
<ul>
<li><span style="font-family: Arial;"><strong>Principais</strong></span></li>
</ul>
<ul>
<li><span style="font-family: Arial;"><strong>Curiosos</strong></span></li>
<li><span style="font-family: Arial;"><strong>Distintos</strong></span></li>
</ul>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">Os <strong>Canais de Energia ou Meridianos Principais</strong> são constituídos por 12 Canais, sendo 6 natureza <strong><em>Yang</em></strong> e 6 de natureza <strong><em>Yin</em></strong>.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">Os <em>Canais</em> de natureza <em>Yin</em> <em>correspondem aos Órgãos</em> (<strong><em>Zang</em></strong>), e estão distribuídos no membro superior (3 meridianos da Mão) e inferior (3 meridianos do Pé), correspondendo os meridianos da Mão aos <strong><em>Zang</em></strong> situados acima do diafragma (<strong><em>Xin</em></strong> &#8211; Coração, <strong><em>Xin Bao Luo</em></strong> &#8211; Pericárdio e <strong><em>Fei</em></strong> &#8211; Pulmão) e os meridianos do Pé aos <strong><em>Zang</em></strong> situados abaixo do diafragma (<strong><em>Gan</em></strong> &#8211; Fígado, <strong><em>Pi</em></strong> – Baço/Pâncreas e <strong><em>Shen</em></strong> &#8211; Rim)</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">Os <em>Canais</em> de natureza <em>Yang</em> <em>correspondem as Vísceras</em> (<strong><em>Fu</em></strong>), e a semelhança dos <em>Canais</em> de Energia <em>Yin</em>, estão distribuídos no membro superior (3 meridianos da Mão) e inferior (3 meridianos do Pé), correspondendo os meridianos da Mão às Vísceras acopladas aos Órgãos situados acima do diafragma (<strong><em>Da Chang</em></strong> – Intestino Grosso acoplado ao <strong><em>Fei</em></strong> – Pulmão, <strong><em>Xiao</em></strong> <strong><em>Chang</em></strong> – Intestino Delgado e o <strong><em>Sanjiao</em></strong> &#8211; Triplo Aquecedor acoplado ao <strong><em>Xin</em></strong> – Coração), e os meridianos do Pé às Vísceras (<strong><em>Fu</em></strong>) acopladas aos <strong><em>Zang</em></strong> situados abaixo do diafragma (Dan – Vesícula Biliar acoplada ao Gan &#8211; Fígado, <strong><em>Wei</em></strong> – Estômago acoplado ao <strong><em>Pi</em></strong> – Baço/Pâncreas e o <strong><em>Pangguang</em></strong> – Bexiga acoplado ao <strong><em>Shen</em></strong> &#8211; Rim). Estes meridianos sofrem ramificações sendo chamados de Canais de Energia ou Meridianos secundários que são:</span></p>
<ul>
<li><span style="font-family: Arial;"><strong>Canais de Energia ou Meridianos Tendinomusculares</strong>, em número de 12, originam-se no ponto <strong><em>Ting</em></strong> dos Canais de Energia Principais e se direcionam a superfície e se relacionam com estruturas musculares, tendinosas e articulares.</span></li>
<li><span style="font-family: Arial;"><strong>Canais de Energia Luo ou de Conexão</strong>, é um sistema secundário que faz a ligação entre os Canais de Energia acoplados. </span></li>
</ul>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">Os <strong>Canais de Energia ou Meridianos Extraordinários</strong> estão relacionados às <strong><em>Vísceras Curiosas</em></strong> (útero, medula, óssea e espinhal e encéfalo), são em numero de oito, e também se classificam como Yang e Yin e são:</span></p>
<ul>
<li><span style="font-family: Arial;"><strong><em>Du Mai</em></strong> (Yang) </span></li>
<li><span style="font-family: Arial;"><strong><em>Ren Mai</em></strong> (Yin)</span></li>
<li><span style="font-family: Arial;"><strong><em>Daí Mai</em></strong> (Yang) </span></li>
<li><span style="font-family: Arial;"><strong><em>Chong Mai</em></strong> (Yin)</span></li>
<li><span style="font-family: Arial;"><strong><em>Yang Qiao Mai</em></strong> (Yang) </span></li>
<li><span style="font-family: Arial;"><strong><em>Yin Qiao</em></strong> (Yin)</span></li>
<li><span style="font-family: Arial;"><strong><em>Yang Wei</em></strong> (Yang) </span></li>
<li><span style="font-family: Arial;"><strong><em>Yin Wei</em></strong> (Yin)</span></li>
</ul>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">Os <strong>Canais de Energia ou Meridianos Distintos</strong> são em número de doze e se relacionam com os meridianos principais, levando o mesmo nome e são responsáveis pela distribuição do <strong><em>Yong Qi</em></strong> (oriundo da Essência dos alimentos e responsável pela nutrição energética das estruturas do corpo) e do <strong><em>Wei Qi</em></strong> (responsável pelas defesas do organismo) por todo o corpo.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">É importante ressaltar que todos estes Canais estão conectados entre si formando uma unidade bioenergética, por onde circula o Qi e o Xue, condição fundamental para a manutenção do corpo, e quando por alguma razão ocorre o desequilíbrio neste fluxo, quer seja por estagnação de Qi e ou por deficiência de Yin e ou Yang, motivados por fatores internos, externos ou não internos e não externos observa-se o aparecimento de manifestações clínicas, que recebe o nome de doença.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family: Arial;">MECANISMO DE AÇÃO DA ACUPUNTURA</span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">O mecanismo de ação da Acupuntura era explicada até a poucas décadas como puramente energético, isto é, se aceitava unicamente a concepção dos Canais de Energia ou Meridianos.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">Com a aproximação da Medicina Tradicional Chinesa e em especial da Acupuntura no Ocidente, muitos pesquisadores direcionaram suas atenções no desenvolvimento de programas de investigação com o objetivo de procurar respostas com embasamento científico de seu mecanismo de ação.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">Na atualidade se aceitam 3 mecanismos de ação, que são:</span></p>
<ul>
<li><span style="font-family: Arial;"><strong>Mecanismo Energético</strong>: corresponde às concepções clássicas do <strong><em>Zang Fu</em></strong> e Canais de Energia ou Meridianos.</span></li>
<li><span style="font-family: Arial;"><strong>Mecanismo Humoral</strong>: corresponde a produção e liberação de substâncias endógenas, geralmente neurohormônios, neurotransmissores e hormônios, que são secretados no Sangue, pela ação da Acupuntura. Inúmeros trabalhos tem demonstrado esta ação, como por exemplo, a ação analgésica idêntica observada em 2 animais submetidos à circulação sangüínea cruzada, mesmo que a Acupuntura tenha sido feita em apenas 1 animal.</span></li>
<li><span style="font-family: Arial;"><strong>Mecanismo Neural</strong>: estudos realizados demonstraram que algumas áreas da pele apresentam uma melhor condutibilidade elétrica em relação a áreas circunvizinhas por diminuição da resistência elétrica, sendo estas áreas coincidentes com os pontos de acupuntura clássicos. Constatou-se também que a diferença de potencial elétrico da pele nestes pontos específicos não é constante, variando de acordo com a influência de fatores internos do corpo humano e também de fatores ambientais, tendo sido identificado entre estes fatores a temperatura do ambiente, as estações do ano e o ciclo horário, e entre os fatores internos destacam-se as doenças dos órgãos internos, as fadigas e as emoções. Por outro lado, pesquisas histológicas demonstraram que a concentração de terminações nervosas livres e encapsuladas, de receptores articulares, órgão tendinoso de Golgi e fusos musculares, são maiores nas áreas do corpo correspondente aos pontos de acupuntura que nos tecidos subjacentes. Os estímulos que as agulhas de acupuntura desencadeiam nos diferentes receptores nervosos podem explicar os múltiplos efeitos observados, pois o sistema nervoso é específico em relação à via de condução dos estímulos e, consequentemente, as respostas são específicas.</span></li>
</ul>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">O conhecimento atual sobre a condução do estímulo da agulha de acupuntura, as estruturas envolvidas, sua inter-relação e a produção e liberação de substâncias endógenas moduladas pela inserção de agulhas de acupuntura, trouxe à luz do conhecimento científico teorias milenares como, por exemplo, do <strong>Yang</strong> e <strong>Yin</strong> e <strong>Zang Fu</strong>.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family: Arial;">CONCEITUAÇÃO DA FISIOLOGIA FEMININA SOB A VISÃO DA MEDICINA TRADICIONAL CHINESA</span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">Na concepção da Medicina Tradicional Chinesa, a mulher é tida como Yin e o homem como Yang, e sua fisiologia deve ser vista através de seu ciclo menstrual, suas secreções, a gravidez, o parto e a lactação.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">É claro que, como foi dito anteriormente, apesar da mulher ser Yin, apresenta aspectos em sua fisiologia Yang, o mesmo acontecendo com o homem. A fisiologia feminina está baseada no Sangue, e a masculina no Qi.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">No capitulo 1 do livro Princípios de Medicina Interna do Imperador Amarelo &#8211; Questões Fáceis (<em>Yellow Empero’s canon of internal medicina</em> &#8211; <strong>Huang Di Nei Jing &#8211; Su Wen</strong>), cujo surgimento remonta ao primeiro milênio a.C (770 – 221 a.C) e consiste em um texto escrito em forma de diálogos, onde o Imperador Amarelo obtém informações de seu Ministro Chi Po a respeito de todas as questões ligadas à saúde; principalmente à arte de curar. Está dividido em dois volumes, o <em>Miraculous Pivot, Ling Shu</em>, e o <em>Plain Questions</em>, Su Wen. O livro é uma compilação sistemática dos conhecimentos acerca da Medicina Tradicional Chinesa, versando sobre: teorias básicas da MTC; elementos de fisiologia e fisiopatologia; princípios de diagnóstico; procedimentos terapêuticos; orientações sobre a prevenção e tratamento de doenças, é colocado que:</span></p>
<ul>
<li><span style="font-family: Arial;">“<em>Para uma mulher, a energia dos rins se torna ativa quando ela faz sete anos; como os rins determinam a condição dos ossos, e os dentes sendo excessos de osso, seus dentes de leite caem e os dentes permanentes emergem se a energia dos rins for próspera; como o cabelo é a extensão do sangue e o sangue é transformado a partir da essência dos rins, seus cabelos irão crescer quando os rins estiverem prósperos</em>.”</span></li>
<li><span style="font-family: Arial;">Seu Tiangui (substância necessária à promoção do crescimento, desenvolvimento e função reprodutora do corpo humano) surge na idade de quatorze (2 x 7). Por esta época, seu canal Ren começa a ser posto a prova, e seu canal Chong se torna próspero e sua menstruação começa a aparecer. Já que todas as condições fisiológicas estão maduras, ela pode engravidar e gerar um bebê.</span></li>
<li><span style="font-family: Arial;">“<em>O crescimento da energia dos rins atinge o status normal de um adulto por volta da idade de vinte e um (3 x 7), seus dentes do juízo despontam por volta deste estágio e seus dentes se encontram completamente desenvolvidos</em>.”</span></li>
<li><span style="font-family: Arial;">“<em>Por volta da idade de vinte e oito (4 x 7), sua energia e seu sangue se tornam substâncias, suas extremidades se tornam fortes, o desenvolvimento dos tecidos e dos pêlos de todo o corpo é florescente. Neste estágio, seu corpo atravessa a condição mais forte</em>.”</span></li>
<li><span style="font-family: Arial;">“<em>O físico duma mulher muda da prosperidade para o declínio, gradativamente após a idade de trinta e cinco (5 x7). Assim, nessa época, seu canal Yangming começa a ficar debilitado, sua face enfraquece, e seus cabelos começam a cair”.</em></span></li>
<li><span style="font-family: Arial;">“<em>Por volta da idade de quarenta e dois (6 x 7), seus canais Yang (Taiyang, Yangming e Shaoyang) começam a declinar. Por essa época, a compleição de sua face murcha , e seus cabelos começam a ficar brancos.</em>”</span></li>
<li><span style="font-family: Arial;">“<em>Após a idade de quarenta e nove (7 x 7), seus canais Ren e Chong declinam, sua menstruação some já que seu Tiangui está exausto. Seu físico fica velho e frágil, e por essa época, ela não pode mais conceber</em>.”</span></li>
</ul>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">Os 5 Zang (órgãos) são os responsáveis pela criação e fluxo do Qi e do Xue, sendo o <strong>Xin</strong> (Coração) que impulsiona o <strong>Xue</strong> (sangue), o <strong>Fei</strong> (Pulmão) que rege o <strong>Qi</strong>, o <strong>Gan</strong> (Fígado) que conserva o <strong>Xue</strong> (sangue), o <strong>Pi</strong> (Baço/Pâncreas) que produz o <strong>Xue</strong> (sangue) e o <strong>Shen</strong> (Rins) que conserva o <strong>Jing</strong> (essência).</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">Considerando que a fisiologia feminina está baseada no <strong>Xue</strong> (sangue), estão diretamente envolvidos neste processo o <strong>Shen</strong> (Rins), o <strong>Gan</strong> (Fígado), o <strong>Coração</strong> (Xin) o <strong>Pi</strong> (Baço / Pâncreas), o <strong>Wei</strong> (Estômago) e o Útero.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">Também estão diretamente envolvidos os meridianos extraordinários <strong>Chong Mai, Ren Mai </strong>e<strong> Du Mai</strong>.</span></p>


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		<title>O Cimatério Sob A Visão Da Medicina Ocidental E Oriental &#8211; Parte 1</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Jan 2009 18:23:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alessandro</dc:creator>
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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!--[endif]--></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family: Arial;">INTRODUÇÃO</span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">Devido ao avanço tecnológico, tem se observado um aumento significativo da perspectiva de vida. Tal situação que deve ser festejada fez com que aflorassem situações relacionadas ao envelhecimento que comprometem a qualidade de vida do indivíduo.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">No que se refere a mulher esta situação criou condições para que uma mulher de 50 anos possa e deva viver até no mínimo os 80 anos ou mais devendo ser este período vivido com qualidade. Entende-se como qualidade a manutenção e uma vida ativa nos seus mais variados aspectos, como por exemplo, social, profissional, sexual, emocional, etc.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">A palavra climatério deriva do grego e significa “período de crise ou mudança” (<strong>klimacton</strong> = crise), e deve ser entendida como o período de transição entre a fase reprodutiva ou menacme e a fase não reprodutiva ou senil da mulher. É consenso que o climatério se inicia em torno dos 40 anos estendendo-se até ao redor dos 65 anos, quando se estabelece a velhice.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">Durante este período ocorre a menopausa, (<strong>mens</strong> = “mês”; <strong>pausis</strong> = “pausa”), que é definida pela OMS como a parada permanente da menstruação, em decorrência da perda definitiva da atividade folicular ovariana. A idade média de seu aparecimento nos países industrializados situa-se nos 50 anos (entre os 48 a 52 anos).</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">Este período se caracteriza pela deficiência de hormônios esteróides sexuais resultante da insuficiência ovariana secundária ao esgotamento dos folículos primordiais, sendo na atualidade considerado como um distúrbio endócrino, já que esta deficiência pode acarretar para a maioria das mulheres, conseqüências patológicas genitais como extra genitais, apesar de existirem outras fontes de produção destes hormônios (estroma ovariano, gordura periférica e supra renais) que na maioria das vezes não conseguem suprir as necessidades orgânicas. Frente a esta situação, classifica-se o climatério em quatro tipos que são:</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">- <strong>Tipo A</strong> – Climatério espontâneo estrogênio-dependente (ovários intactos) – sem compensação ovariana </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">- <strong>Tipo B</strong> – Climatério espontâneo não estrogênio-dependente (ovários intactos) – com compensação ovariana</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">- <strong>Tipo C</strong> – Climatério por agenesia ovariana estrogênio-dependente (ovários ausentes)</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">- <strong>Tipo D</strong> – Climatério iatrogênico estrogênio-dependente (ovários extraídos) – menopausa cirúrgica.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">Apesar de o climatério ser um evento fisiológico e de natureza genética, pode cursar com manifestações clínicas potencialmente deletérias à mulher, caracterizando um quadro nosológico conhecido por “<em>Síndrome Climatérica</em>” podendo se manifestar tanto na fase pré-menopausa como na pós-menopausa.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">O surgimento da Síndrome Climatérica está intimamente relacionada a 4 circunstancias que são:</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">- Déficit hormonal secundário devido a insuficiência ovariana</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">- Fatores sócio culturais determinados pelo ambiente em que vive a mulher</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">- Perfil psicológico da mulher</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">- Presença ou não de fatores de risco e a integridade funcional prévia de órgãos e sistemas que dependam direta ou indiretamente da presença dos hormônios sexuais.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family: Arial;">ENQUADRAMENTO HISTÓRICO OCIDENTAL</span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">Na Bíblia encontramos talvez a primeira citação sobre o climatério, e relata a mudança de comportamento de Sarah “<em>quando a menstruação cessou de estar com ela, como à maneira da mulher</em>”. Esta passagem expressa que a presença do fluxo menstrual está intimamente enraizada ao comportamento da mulher, e seu papel na sociedade, (de procriação, educação, etc.).</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">Por outro lado, o fluxo menstrual também é considerado em algumas culturas (judaica, por exemplo), como um evento de purgação de elementos tóxicos, o que as torna impuras neste período. Outra referencia sobre este tema pode ser vista na obra “História Naturalis” escrita por Plínio, o Velho (Caius Plinius Secundus) escritor latino, pesquisador nascido em Como, Itália, no ano de 23 d.C. que escreveu:</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">“<em>O toque de uma mulher menstruada transforma o vinho em vinagre, empesteia a colheita, mata os arbustos, destrói jardins, embaça espelhos, cega as lâminas, enferruja o ferro e o bronze, mata as abelhas, torna azeda a cerveja”.</em></span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">Apesar da quase total falta de registros de manifestações clínicas do climatério na antigüidade, tanto Hipócrates como outros autores relacionavam a presença de sangramento pós menopausa com a morte nas mulheres que a apresentavam.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">Somente a partir do século XVIII é que se encontram registros desta síndrome, sendo estas queixas relacionadas a sexualidade. Existia nesta época o conceito que o envelhecimento sexual se devia ao acumulo de toxinas que não eram eliminadas devido a retenção do fluxo menstrual, e a sua presença no organismo provocaria a destruição do corpo por dentro. Frente a esta assertiva as estratégicas terapêuticas da época eram direcionadas a eliminação deste sangue, o que era feito através da ingestão de substancias com o objetivo de restabelecer este sangramento, como também, a aplicação de sangrias em veias da vulva, ou a aplicação de sanguessugas na genitália.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">A primeira referência médica sobre o assunto dada de 1727 em um “guia para mulheres” de autor anônimo, sob o pseudônimo “<strong><em>A physician</em></strong>” (um médico), e neste guia era chamada a atenção par aos distúrbios que a maioria das mulheres apresentavam entre os 40 e 50 anos ”<em>quando os fluxos começavam a falhar e por fim as abandonavam, elas eram freqüentemente perturbadas por severas dores de cabeça, coluna e quadris</em>”.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">Na verdade, não foi somente este anônimo o único a associar estas manifestações clínicas com o climatério, em fevereiro de 1710 foi apresentada a primeira tese sobre esta tema na Universidade de Magdeburg, na Saxônia, por Simon Daniel Litius de Vratislávia, Silésia, atual Polônia.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">A partir de então, inúmeros trabalhos foram sendo realizados, principalmente na França, ao contrário do que ocorria na Inglaterra, que devido ao conservadorismo religioso considerava a climatério como um evento natural, ordenada por Deus, portanto, devendo ser tolerado, ou minimamente tratado. Já nesta época se estabelecia uma discórdia entre conservadores (ingleses) e radicais (franceses), mesmo antes de esta síndrome estar elucidada. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">O primeiro livro abordando exclusivamente a climatério foi publicado na França em 1812 por Gardini, tendo sido empregado por primeira vez o termo “<strong><em>menopausa</em></strong>”. Na Inglaterra foi publicado em 1857 por Edward Tilt o primeiro livro inglês sobre o assunto.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">Somente no inicio do século XX coincidentemente com a revolução industrial é que se deu maior relevância a estes distúrbios, e isto se deveu as profundas mudanças do papel da mulher na sociedade da época.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">Com o descobrimento e isolamento do hormônio ovariano em 1923 por Allen e Doisy uma nova fase se iniciou, culminando com o inicio da experimentação clínica em 1930 na Alemanha da terapia de reposição hormonal.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family: Arial;">ETIOPATOGÊNIA DO CLIMATÉRIO SOB A VISÃO DA MEDICINA OCIDENTAL</span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">O folículo ovariano é a unidade funcional dos ovários. São agrupados no decorrer da embriogênese na região cortical dos ovários entre 6  a 8 milhões, e contém em seu interior o ovócito em divisão meiótica. Além do ovócito, estão presentes grupos celulares diferenciados, chamados de células da teca e da granulosa, e são responsáveis pela esteroidogênese, que se inicia nas células da teca, pela ação do hormônio luteinizante que converte o colesterol em androgênios (androstenediona e testosterona), que por sua vez, se difundem nas células da granulosa onde, por ação do hormônio folículo estimulante, se convertem em estrogênios. (principalmente estradiol &#8211; E2). Os androgênios que atingem a circulação são convertidos perifericamente em estrona (E1).</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">Os folículos desde a fase fetal recebem estimulação hormonal, o que os leva a apresentar um crescimento que os leva a várias fases que são:</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">- Folículo primário</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">- Folículo secundário</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">- Folículo terciário</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">- Folículo de De Graaf</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">- Folículo atrésico</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">Este processo se inicia na vida fetal e se prolonga até a menopausa, sendo muito intenso na fase fetal, o que faz com que no nascimento encontremos somente um a dois milhões de folículos, no inicio da puberdade em torno de 400 mil e aos 45 anos por volta de 8 a 10 mil folículos, o que nos permite dizer que durante o menacme a mulher dispõe de mais ou menos 400 mil folículos para a esteroidogênese.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">O número de folículos envolvidos neste processo vai diminuindo a medida que avança a idade da mulher, provocando um declínio da fertilidade e nas taxas de estrogênios, entre outros hormônios, provocando assim uma elevação nos níveis de séricos de FSH, antes ainda do instalação da menopausa.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">Com o esgotamento desta população, observa-se o desaparecimento das células da granulosa e consequentemente da conversão dos androgênios em estrogênios, e a incorporação das células da teca ao estroma ovariano, o que sob ação do LH mantém a produção de androgênios, principalmente a androstenediona.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">Com a falência ovariana, a esteroidogênese acontece por conversão periférica (principalmente no tecido gorduroso) dos androgênios em estrona, que apresenta uma resposta biológica bem inferior ao estradiol, e em níveis insuficientes para manter a homeostase endócrina feminina. Esta queda repercute de maneira importante sobre os tecidos e órgãos que contenham receptores para os estrogênios, provocando alterações funcionais e anatômicas dos mesmos, como também, influenciando inúmeros processos metabólicos que necessitem de sua presença para a sua realização.</span></p>


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