Começo aqui mais uma série de artigos sobre a História da Medicina Complementar e Alternativa.
O texto foi escrito por James C. Whorton.
Considerações Gerais
É muito recente a noção de medicina complementar, isto é, da possibilidade de se combinar tratamentos, em geral não empregados (ou não reconhecidos) pelos médicos alopatas junto com a terapêutica convencional, equilibrando-a e completando-a.
Antes da década de 1990, as terapias não convencionais eram amplamente disseminadas pelos profissionais de medicina como opostas é incompatíveis com a prática médica científica. O próprio termo alternativa, que vinha sendo usado desde a década de 1970, não era aceito pelos alopatas de gerações anteriores, o que comprometia a respeitabilidade dos medicamentos não alopáticos. Historicamente, os termos preferidos pelos médicos eram medicina irregular, medicina marginal, medicina sectária, ritos médicos e charlatanismo – todos pejorativos.
Conhecer o desenvolvimento histórico da medicina complementar é essencial para a compreensão da orientação filosófica que interliga muitos sistemas de práticas alternativas. Mesmo que um sistema alternativo se declare como cura natural (descrição favorita no jargão do século XIX), cura sem medicamentos (termo popular no início do século XX) ou cura holística (termo adotado desde a década de 1970), a medicina alternativa tem se reconhecido, desde o seu início, no final do século XVIII (antes disso não havia um reconhecimento destas formas de cura, sendo tudo tratado como crendices inócuas) como prestadora de uma abordagem distinta para terapia e para as interações médico-paciente. Essa perspectiva distinta é delineada, ironicamente, a partir dos trabalhos do mesmo médico que os ortodoxos reverenciam como o “pai” da sua medicina: Hipócrates. Dessa forma, pode-se pensar na filosofia médica complementar como a heresia hipocrática.
As origens da Medicina Alternativa
Quando digo que a confiança geral que até aqui existiu na ciência e na arte da medicina [...] foi violentamente abalada nos últimos anos e agora se encontra muito diminuída e prejudicada [...] estou dizendo apenas o que todos sabem ser verdade. A influência que a medicina exercia sobre a mentalidade popular esta enfraquecida; há um ceticismo disseminado sobre seu poder de curar doenças, e encontram-se pessoas em todos os lugares que negam suas pretensões como ciência e rejeitam os benefícios e bênçãos que ela lhes oferece como uma arte.
Essa queixa parece moderna o suficiente para ter sido efetuado nos noticiários da semana passada. Na verdade, ela foi publicada em 1848. Naquela época, como atualmente, o sinal mais claro da erosão da confiança popular na medicina alopática era o rápido crescimento (em relação às duas décadas anteriores) de sistemas rivais que se declaravam mais seguros e mais eficientes do que a medicina convencional. Esses sistemas começaram a aparecer na virada do século, principalmente como protesto contra as sangrias e punções – entre outras medidas heróicas praticadas pelos médicos da época; na realidade, havia mais motivo para revoltas do que somente para insatisfação em relação aos padrões de terapias. Existiam alternativas para os métodos convencionais de cura antes do século XIX; tanto a medicina popular quanto o charlatanismo foram opções durante séculos. Porém, as diferentes versões de medicina alternativa – como eram deliberadamente chamadas mesmo nas primeiras décadas do século XX – formavam um departamento distinto. Elas eram sistemas reais de tratamento. Os praticantes de cada uma – tanto por sua oposição à prática médica, quanto por diferenças na percepção teórica e nos regimes terapêuticos – uniam-se em associações locais, estaduais, até nacionais e, ainda, por meio de publicação de seus próprios jornais e da condução de suas próprias escolas. Essencialmente, as medidas eram profissionalizantes e, no final da década de 1840, essa contracultura médica dominava cerca de 10% do mercado de saúde.
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Caro Senhor Aalessandro,
Estou finalizando meus estudos em MTC, por isso, preciso terminar meu TCC. Escolhi o tema TOC na MTC, mas o que está atrapalhando, e muito, é o fato de não achar artigos indexados sobre o assunto.
Gostaria de saber se o senhor não poderia me indicar um site onde pudesse achar algo no gênero.
Muito agradecido,
Carlos Wagner Nunes
Olá, estou no 12º ano e estou a fazer um projecto que tem o objectivo de falar sobre a medicina alternativa de modo a divulgá-la na minha comunidade escolar. Vinha assim pedir por este meio que me fornecessem artigos ou sites onde possa obter informações para a elaboração do trabalho.
Obrigados, André